Polícia investiga atuação de líder do Comando Vermelho mesmo após anos no sistema prisional. ( Foto: CESAR MACHADO) Mesmo após quase três décadas no sistema prisional, um dos principais nomes do crime organizado no país continua no centro de investigações policiais. Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, é alvo de uma operação deflagrada nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que mira o braço financeiro do Comando Vermelho.
Contra ele, foi expedido mandado de prisão preventiva sob a suspeita de que segue comandando a facção de dentro do presídio. Atualmente com 54 anos, Marcinho está preso desde os 26.
Segundo a investigação, diálogos interceptados entre Carlos Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como uma das principais lideranças do grupo, e um miliciano indicam que Marcinho VP continua exercendo papel central na organização criminosa.
Quem é Marcinho VP?
Nascido em Vigário Geral, na zona norte do Rio, ele se mudou ainda bebê para São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Após a morte do pai e com a mãe presa em diferentes ocasiões, foi criado por uma tia ao lado dos irmãos. De acordo com relatos biográficos, iniciou a prática de assaltos aos 13 anos e, posteriormente, ingressou no tráfico de drogas, chegando à liderança no Complexo do Alemão.
Marcinho VP foi preso em agosto de 1996, em Porto Alegre, durante operação conduzida por policiais civis do Rio de Janeiro. Ele já era investigado por tráfico de drogas e homicídios. Desde então, permanece detido, mas, conforme apontam autoridades, continuou influenciando decisões da facção.
Entre os episódios citados nas investigações está a morte de Márcio Amaro de Oliveira, também conhecido como Marcinho VP, que liderava o tráfico na favela Dona Marta. O crime ocorreu em 2003, após ameaças atribuídas ao líder do Complexo do Alemão.
Atualmente no sistema penitenciário federal, Marcinho é apontado pela polícia como responsável por ordens repassadas a integrantes da facção fora da prisão, incluindo mudanças na estrutura de comando, como teria ocorrido em 2023, quando estava custodiado no presídio federal de Catanduvas, no Paraná.
A defesa do investigado nega as acusações.
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