Dólar caiu a R$ 4,95 e fechou no menor valor em mais de dois anos no mercado brasileiroO dólar encerrou esta quinta-feira, 30 de abril, cotado a R$ 4,952, no menor valor desde 7 de março de 2024, em um dia de melhora do ambiente externo e de recuperação dos ativos brasileiros. A moeda caiu 0,99%, enquanto a bolsa avançou 1,39% após seis sessões consecutivas de baixa.
O movimento foi puxado pela combinação entre cenário internacional favorável a países emergentes e a leitura do mercado sobre o comunicado do Comitê de Política Monetária, que adotou tom cauteloso após reduzir a Selic para 14,50% ao ano. Com juros ainda elevados no Brasil e manutenção das taxas nos Estados Unidos entre 3,50% e 3,75%, aumentou o diferencial que favorece a entrada de recursos no País.
Na prática, esse ambiente estimulou a venda de dólares e a migração de capital para ativos locais, principalmente ações. Ao longo de abril, a moeda americana acumulou queda de 4,38% frente ao real. No ano, a desvalorização já chega a 9,77%, colocando o real entre as moedas de melhor desempenho no período.
O euro também recuou e terminou o dia em R$ 5,811, baixa de 0,48%, no menor patamar desde 24 de junho de 2024.
Na bolsa, o Ibovespa fechou aos 187.318 pontos. A alta foi sustentada pelo fluxo estrangeiro e pela reavaliação das expectativas para a política monetária. Com a sinalização de cortes mais graduais na taxa básica, cresceu a percepção de maior estabilidade no cenário econômico, o que ajudou a sustentar a reação do mercado acionário.
Mesmo com o avanço desta quinta, o índice terminou abril praticamente estável, depois de uma sequência recente de perdas que consumiu parte dos ganhos acumulados no mês.
No cenário interno, os investidores também acompanharam indicadores do mercado de trabalho, que mostraram resiliência da atividade econômica e reforçaram a leitura de que há menos espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo.
No exterior, o petróleo seguiu como fator de atenção. Os preços oscilaram ao longo do dia em meio às tensões no Oriente Médio. O barril do Brent fechou em US$ 110,40, praticamente estável, enquanto o WTI terminou em US$ 105,07, com queda de 1,69%. As incertezas sobre o abastecimento global, especialmente por causa das tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel e das restrições no Estreito de Hormuz, continuam pressionando os mercados e o cenário inflacionário.
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