O orçamento de famílias e empresas em Mato Grosso do Sul deve sentir o peso da conta de luz nos próximos meses. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recomendou um reajuste médio de 12,61% na tarifa de energia elétrica, quase dez vezes superior ao aumento de 1,33% de 2025 e bem acima da inflação acumulada de 12 meses, que ficou em 2,13% em Campo Grande, segundo o IBGE.
Impacto no consumidor
O reajuste afetará cerca de 1,15 milhão de unidades consumidoras atendidas pela Energisa MS, em 74 municípios.
- Baixa tensão (residências): aumento previsto de 12,49%
- Alta tensão (indústrias e grandes estabelecimentos): aumento de 12,88%
Caso a recomendação seja aprovada pela diretoria colegiada da Aneel, os novos valores passam a valer no dia seguinte à votação, prevista para terça-feira, às 9h.
Comparação com 2025 e outros estados
Em 2025, o reajuste médio foi de apenas 1,33%, com 0,69% para residências e 3,09% para alta tensão.
Outros estados também enfrentam alta:
- Enel Rio: aumento médio de 14,07%
- Light (Rio de Janeiro): aumento médio de 8,59%
O percentual recomendado para MS é, portanto, uma das maiores altas recentes do país.
Motivos do aumento
Segundo a Aneel, os principais fatores que justificam o reajuste foram:
- Custos de distribuição de energia elétrica
- Pagamento de encargos setoriais destinados a políticas públicas do setor
A planilha técnica da agência, no entanto, não detalha por que o reajuste deste ano ficou tão superior ao do ciclo anterior. A decisão final ainda pode sofrer alterações após a deliberação da diretoria da Aneel.
Como funciona o reajuste
A Aneel utiliza dois mecanismos principais:
- Revisão Tarifária Periódica (RTP): redefine custos da distribuidora, metas de qualidade e perdas de energia.
- Reajuste Tarifário Anual (RTA): aplicado nos anos sem revisão, atualiza valores com base na inflação contratual e componentes regulatórios.
Ambos repassam aos consumidores custos relacionados à compra e transmissão de energia, além dos encargos setoriais definidos por leis e políticas públicas.
Para os sul-mato-grossenses, o aumento se refletirá diretamente na fatura mensal, em um momento em que alimentação, combustíveis e serviços já pressionam o orçamento familiar.
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