Deputados aprovaram o texto-base da política nacional voltada a minerais críticos e estratégicos no Brasil. (Foto: Mineração Serra Verde)A Câmara dos Deputados de Brasília aprovou na noite desta quarta-feira (6) o texto-base do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A votação foi simbólica. Os 12 destaques apresentados ao texto seguem em análise no plenário.
Segundo o relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), a política tem como objetivo estimular a pesquisa, a lavra e a transformação desses minerais no país. O tema ganhou peso nos últimos anos porque envolve matérias-primas consideradas estratégicas para a indústria, a transição energética e também para setores ligados à defesa.
Nesse grupo estão minerais como cobre, lítio, grafite e níquel, além das chamadas terras raras. Esses elementos são usados na produção de baterias de carros elétricos, turbinas eólicas, painéis solares, semicondutores e componentes eletrônicos.
O interesse global nesse mercado aumentou porque esses materiais passaram a ocupar posição central em cadeias produtivas consideradas sensíveis. No caso brasileiro, o debate também ganhou força pelo tamanho das reservas nacionais. O país detém uma das maiores reservas mundiais de terras raras e, nos últimos anos, atraiu investimentos voltados à exploração desses recursos.
As terras raras são formadas por 17 elementos químicos, entre eles cério, neodímio, lantânio, escândio, európio e térbio. Apesar do nome, o valor estratégico desse grupo está no uso industrial e tecnológico, sobretudo em equipamentos eletrônicos e ímãs permanentes utilizados em turbinas eólicas.
O avanço do projeto na Câmara reforça o movimento de transformar esses recursos em tema de política pública permanente, em meio à disputa internacional por minerais considerados essenciais para a economia do futuro.
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