Coprodução com participação brasileira, Elefantes na Névoa foi premiada na mostra Un Certain Regard, em Cannes. (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica) O filme Elefantes na Névoa, coprodução entre Nepal, Alemanha, França, Noruega e Brasil, foi premiado nesta sexta-feira (22) no Festival de Cannes. O longa levou o Grande Prêmio do Júri da mostra Un Certain Regard, considerada a segunda mais importante do evento francês, e colocou o trabalho brasileiro entre os destaques da premiação.
O Brasil participa do projeto por meio das produtoras Bubbles Project e Enquadramento Produções. Antes de receber o principal reconhecimento da noite para o filme dentro da mostra, Elefantes na Névoa já havia conquistado o Prêmio de Melhor Criação Sonora, justamente pelo trabalho ligado à participação brasileira na obra.
A conquista amplia a presença do audiovisual brasileiro em Cannes, agora em uma produção internacional que reúne diferentes países e destaca uma área técnica decisiva para a construção do filme. O resultado também dá visibilidade ao diretor Abinash Bikram Shah, que assina seu primeiro longa-metragem.
A trama se passa em um vilarejo no Nepal, próximo a uma floresta habitada por elefantes selvagens. A história acompanha Pirati, líder de uma comunidade Kinnar, que enfrenta o desaparecimento de uma de suas filhas. A proposta do longa mistura drama humano e ambientação marcada pela tensão em torno da floresta e de seus mistérios.
Em comunicado oficial, Tatiana Leite, da Bubbles Project, comemorou os prêmios recebidos pelo filme em Cannes. “A gente já tinha ficado muito feliz ao receber o prêmio de som, mas ganhar o Grande Prêmio do Júri é gigantesco! Este é o primeiro longa do diretor Abinash Bikram Shah, um artista extremamente talentoso, e ouvir ele citar meu nome e o de Leonardo Mecchi, que fez o filme comigo, é um orgulho imenso. Em breve, todo mundo poderá descobrir Elefantes na Névoa em um cinema pertinho de casa, após a estreia no Brasil”, afirmou.
Leonardo Mecchi, sócio-fundador da Enquadramento Produções, também destacou o alcance do reconhecimento recebido pelo longa. “Estamos muito felizes pelo prêmio, especialmente por ele reconhecer justamente o trabalho que o Brasil desempenhou no som do filme. Além disso, essa conquista evidencia a força das coproduções, que promovem trocas e intercâmbios culturais entre países, enriquecendo ainda mais a obra”, disse.
Na disputa da Un Certain Regard, o principal prêmio da mostra ficou com Everytime, drama da diretora austríaca Sandra Wollner. Já o prêmio especial do júri foi concedido a Iron Boy, animação de Louis Clichy com imagens pintadas à mão.
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