A empresária Roberta Luchsinger presta depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (20), no âmbito das investigações que apuram supostas fraudes bilionárias envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A oitiva ocorre por videoconferência e integra uma nova fase da força-tarefa que busca esclarecer a atuação de diferentes intermediários no esquema investigado.
Segundo apurações da PF, o caso envolve irregularidades em descontos aplicados a aposentados e pensionistas, com suspeita de desvio de recursos por meio de associações e operadores financeiros. A investigação também analisa possíveis conexões entre empresários e intermediários apontados no relatório policial.
De acordo com documentos citados no inquérito, Roberta teria atuado junto ao empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como uma das figuras centrais do esquema investigado. A PF também apura se ela teria funcionado como intermediária em contatos envolvendo diferentes agentes mencionados nas investigações.
Em fases anteriores da operação, a empresária foi alvo de busca e apreensão após a identificação de movimentações financeiras que, segundo os investigadores, incluem recebimento de cerca de R$ 1,5 milhão oriundos de pessoas ligadas ao núcleo investigado.
O nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece citado em relatórios da Polícia Federal como parte das linhas de investigação sobre possíveis conexões entre os envolvidos. Até o momento, não há acusação formal contra ele no processo.
A defesa de Lulinha já declarou anteriormente que ele nega qualquer participação em irregularidades e afirma estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos sempre que necessário.
A investigação sobre o esquema no INSS segue em andamento e faz parte de uma força-tarefa da PF que ainda pretende colher ao menos 35 depoimentos adicionais. O caso também passou recentemente por reestruturação interna, sendo transferido para uma coordenação responsável por inquéritos com foro privilegiado.
Paralelamente, a PF acompanha negociações relacionadas a uma possível delação premiada envolvendo o empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais nomes ligados ao suposto esquema de descontos associativos. Segundo informações da investigação, as tratativas chegaram a ser interrompidas e estão sendo reavaliadas em conjunto com a Procuradoria-Geral da República.
As autoridades seguem analisando documentos, movimentações financeiras e depoimentos para esclarecer o alcance das irregularidades e identificar todos os possíveis envolvidos no caso.
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