Um adolescente foi apreendido após ameaçar realizar um ataque em uma escola pública no município de Penedo, no interior de Alagoas. O caso ocorreu na última sexta-feira (8) e teve confirmação oficial da Polícia Civil na terça-feira (12), após o avanço das investigações iniciais.
De acordo com as autoridades, o jovem — cuja idade não foi oficialmente divulgada — é aluno da Escola Estadual João Valeriano. Ele vinha adotando comportamentos considerados intimidatórios contra professores e funcionários, o que gerou alerta dentro da unidade de ensino.
A situação se agravou após a descoberta de uma pichação em um dos banheiros da escola, contendo a palavra “massacre”, a frase “todos vão morrer” e desenhos com simbologia nazista.
Materiais apreendidos e intervenção policial
A Polícia Militar foi acionada e realizou a abordagem ainda dentro da escola, na presença de familiares e da direção. Durante a ação, os agentes encontraram na mochila do adolescente uma faca, um martelo, luvas e materiais com referências nazistas.
Todo o conteúdo foi apreendido e encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Penedo. O estudante também foi conduzido à unidade, onde foi autuado em flagrante por ato infracional análogo a crime.
O delegado responsável pelo caso, Rômulo Andrade, afirmou que a Polícia Civil já monitorava a situação antes da ocorrência.
“Já tínhamos recebido a denúncia da direção da escola na quinta-feira e estávamos com os pedidos de medida cautelar prontos, quando tudo se precipitou na sexta-feira e precisou haver essa intervenção”, declarou.
Investigação aponta ação individual
As investigações também incluíram a análise de dispositivos eletrônicos do adolescente. Segundo a Polícia Civil, não foram encontrados indícios de participação de outras pessoas no planejamento.
“Identificamos que ele fez tudo sozinho. Não havia nenhuma pessoa ajudando ou participando disso”, afirmou Rômulo Andrade.
O adolescente permanecerá sob custódia do Estado e deverá ser encaminhado a uma unidade de internação na capital, Maceió.
Medidas de segurança e apoio à comunidade escolar
Após o episódio, representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) estiveram na escola e solicitaram a reposição imediata de um vigia, atualmente afastado por motivos de saúde.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou, em nota, que equipes psicossociais foram mobilizadas para prestar apoio à direção, alunos e profissionais da unidade.
As autoridades reforçaram que não há risco iminente à comunidade escolar e que as atividades devem ser retomadas normalmente. Informações iniciais sobre a suposta presença de arma de fogo no local foram descartadas pela Polícia Civil ao longo da apuração.
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