Decisão da Opep+ ocorre em meio a tensões globais que impactam o preço do petróleo (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica) A Opep+ anunciou neste domingo (3) que vai aumentar a produção de petróleo a partir de junho, em uma tentativa de sinalizar estabilidade no mercado internacional. A decisão prevê acréscimo de 188 mil barris por dia, em um cenário ainda marcado pela guerra envolvendo o Irã, que tem impactado diretamente a oferta global.
Apesar do anúncio, especialistas avaliam que o efeito prático da medida deve ser limitado. Isso porque parte significativa da produção mundial segue comprometida pelo conflito, especialmente com restrições em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo e gás.
Outro fator que influencia o mercado é a saída dos Emirados Árabes Unidos do grupo, movimento que pode alterar o equilíbrio entre os países produtores. Analistas apontam que a decisão pode reduzir a coordenação da oferta no futuro e aumentar a volatilidade dos preços internacionais da commodity.
Nos últimos dias, o preço do petróleo já vinha em alta diante das tensões geopolíticas. O barril do tipo Brent chegou a ultrapassar os US$ 120, o maior nível em quatro anos, refletindo o temor de desabastecimento e escalada do conflito. Antes da crise, os valores estavam em torno de US$ 72.
Mesmo com o aumento anunciado, a Opep+ adota um discurso cauteloso, indicando que novos ajustes podem ser feitos conforme a evolução do cenário internacional. A tendência, segundo analistas, é de manutenção de incertezas no curto prazo, com impacto direto no bolso de consumidores e na economia global.
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