Decisão de país produtor enfraquece Opep e pode gerar instabilidade no mercado de petróleo (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica) A saída dos Emirados Árabes Unidos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) acende um alerta no mercado internacional. A decisão, tomada em meio à guerra no Oriente Médio, pode enfraquecer o cartel e aumentar a instabilidade nos preços do petróleo nos próximos meses.
No curto prazo, o impacto tende a ser limitado, já que o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã continua restringindo a oferta global da commodity. No entanto, analistas avaliam que, no médio prazo, a falta de coordenação entre os países produtores pode tornar o mercado mais imprevisível.
A ruptura também reflete tensões antigas dentro do grupo, especialmente entre os Emirados Árabes e a Arábia Saudita. Enquanto os sauditas defendem manter preços mais altos para sustentar sua economia, os emiradenses buscam ampliar a produção e aproveitar sua capacidade ociosa, o que evidencia interesses divergentes dentro da organização.
Além das questões econômicas, o cenário é agravado por disputas geopolíticas. Os dois países apoiam lados opostos em conflitos internacionais, como no Iêmen e no Sudão, o que amplia a rivalidade e dificulta a cooperação dentro do cartel.
Outro fator que contribuiu para a saída foi o impacto direto da guerra na região. Os Emirados Árabes foram alvo de ataques, o que aumentou o desgaste com aliados e acelerou a decisão de deixar a organização.
Com menos coordenação entre grandes produtores, a tendência é de maior volatilidade no preço do petróleo, o que pode afetar diretamente a economia global, influenciando inflação, combustíveis e custos em diversos países.
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