Em meio ao prolongamento da guerra no Oriente Médio e à pressão sobre os mercados de energia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou nesta quinta-feira (26) as ameaças ao Irã caso o país não aceite um plano de cessar‑fogo proposto por Washington.
Segundo Trump, se Teerã não aceitar o acordo para pôr fim ao conflito, os Estados Unidos “se tornarão o maior pesadelo do Irã”. Ele afirmou que, apesar de o governo iraniano negar estar analisando a proposta, a liderança persa estaria em busca de um acordo nos bastidores.
Quando questionado por um jornalista sobre a possibilidade de tomar o petróleo iraniano — como fez no caso da Venezuela — Trump respondeu afirmativamente, citando que a ação contra Caracas resultou em ganhos expressivos para os EUA.
Plano de 15 pontos
Os Estados Unidos enviaram ao Irã uma proposta de acordo que inclui 15 pontos, entre eles a reabertura do Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica por onde transita cerca de 20 % do petróleo mundial. O governo iraniano classificou o documento como excessivo e desconectado da realidade, negando que haja negociações em curso. Mesmo assim, o Paquistão teria atuado como intermediário em mensagens entre as partes.
O fechamento ou bloqueio do Estreito de Ormuz, que ocorreu desde o início do conflito no fim de fevereiro, gerou dispensações no tráfego marítimo e disparada nos preços do petróleo global, refletindo os riscos para a economia mundial.
Ataque e influência geopolítica
Paralelamente às negociações, Israel afirmou hoje ter matado o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, responsabilizado pelo comando das ações que teriam fechado o Estreito. Essa declaração intensifica ainda mais as tensões entre Teerã e aliados ocidentais.
Desde que a rota marítima ficou parcialmente interditada, França e Reino Unido iniciaram conversas com parceiros para discutir planos de garantir a reabertura do canal de escoamento de energia, vital para os mercados globais.
Até o momento, o Irã segue mantendo sua posição dura sobre a proposta de cessar‑fogo, reforçando a possibilidade de novos embates diplomáticos e militares nas próximas semanas — com impacto direto nos preços internacionais do petróleo e na segurança energética global.
Com informações da agência Reuters.
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