A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) elegeu nesta quinta-feira (26) o deputado Douglas Ruas (PL) para a presidência da Casa, cargo que o coloca como governador interino até o fim do ano.
Ruas foi eleito com 45 dos 47 votos de deputados presentes. A oposição boicotou a votação, e 22 parlamentares não compareceram ao pleito. A eleição ocorreu em cumprimento a uma ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que cassou o mandato do ex-governador Cláudio Castro, que havia renunciado, e do deputado Rodrigo Bacellar (União), presidente afastado da Alerj.
Entenda o contexto
Desde maio de 2025, o estado não tinha vice-governador, após Thiago Pampolha renunciar para assumir vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE). Com isso, Rodrigo Bacellar passou a ser o primeiro na linha sucessória, até ser afastado em dezembro de 2025 pela Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investigou ligação de políticos com o Comando Vermelho (CV). O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento de Bacellar da presidência, mesmo após sua libertação.
Durante o período de interinidade, o deputado Guilherme Delaroli (PL) assumiu a presidência, mas não integrou a linha sucessória. Com a renúncia de Cláudio Castro em 23 de março, o comando do Executivo estava sendo exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, até a eleição de Ruas.
Reação da oposição
A deputada Renata Souza (PSOL) criticou a forma como a eleição foi conduzida. Segundo ela, a convocação não respeitou o prazo mínimo e impediu a preparação de uma chapa de oposição. “É uma Assembleia Legislativa que se demonstra inimiga do povo do Rio de Janeiro, justamente porque não seguiu o mínimo de rito para uma ação como essa”, declarou.
Perfil de Douglas Ruas
Nascido em 17 de janeiro de 1989, em São Gonçalo, Ruas é filho do prefeito da cidade, Capitão Nelson. Com formação em direito e pós-graduação em gestão pública, declarou patrimônio de R$ 1,266 milhão, incluindo investimentos, imóvel e dinheiro em espécie.
Ele foi eleito em 2022 como o segundo deputado estadual mais votado, com quase 176 mil votos, e já ocupou cargos como subsecretário de Trabalho de São Gonçalo (2017-2018), superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea, 2019-2020) e secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais em São Gonçalo (2021).
O episódio reforça o imbróglio político que o estado atravessa desde a cassação de Cláudio Castro e o afastamento de Bacellar, com a Alerj no centro da sucessão do Poder Executivo estadual.
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