A corrida ao Senado em Mato Grosso do Sul já provoca tensão nos bastidores do Partido Liberal (PL). Três nomes disputam espaço na chapa, mas apenas dois devem ser confirmados, o que deixa um dos pré-candidatos fora da disputa principal e expõe um racha interno alimentado por interesses e articulações nacionais.
Estão no centro da disputa Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e Marcos Pollon. O cenário, que parecia encaminhado, mudou após uma intervenção direta da família Bolsonaro, alterando o equilíbrio interno do partido no Estado.
Reinaldo Azambuja, presidente do PL em Mato Grosso do Sul, sustenta que há um acordo firmado com Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto que garante seu nome na disputa ao Senado. Dentro desse entendimento, Capitão Contar surgia como o segundo candidato do grupo, inclusive com sinalização pública da direção nacional do partido.
O cenário mudou após a divulgação de um bilhete de Jair Bolsonaro, compartilhado por Michelle Bolsonaro, indicando preferência por Marcos Pollon como candidato ao Senado. A movimentação pegou lideranças de surpresa e provocou uma reconfiguração imediata nas articulações internas.
Disputa travada nos bastidores
Diante da crise, houve tentativa de mediação com Flávio Bolsonaro, que se comprometeu a dialogar com o pai para buscar uma solução que evite desgaste maior dentro do partido. Apesar disso, o impasse permanece e a definição segue em aberto.
Mesmo com o cenário indefinido, nenhum dos três pré-candidatos demonstrou intenção de deixar o PL. Cada um aposta em padrinhos políticos distintos para garantir espaço.
- Capitão Contar confia no respaldo de Valdemar Costa Neto e no desempenho em pesquisas eleitorais
- Marcos Pollon aposta na influência de Jair Bolsonaro e no apoio de Michelle Bolsonaro
- Reinaldo Azambuja mantém confiança no acordo político já firmado
Pollon ainda conta com proximidade com Eduardo Bolsonaro, reforçando sua base dentro da ala bolsonarista do partido.
Plano B entra no radar
Caso não sejam escolhidos para o Senado, Contar e Pollon devem buscar alternativa na disputa por vagas na Câmara dos Deputados.
- Contar pode migrar com base no desempenho eleitoral recente
- Pollon enfrenta cenário mais delicado, já que Michelle Bolsonaro apoia a candidatura da esposa dele, Naiane Bitencourt, para deputada federal
Já Reinaldo Azambuja descarta completamente disputar outro cargo e mantém foco exclusivo no Senado.
A disputa interna evidencia um jogo de alto risco dentro do PL em Mato Grosso do Sul, onde decisões nacionais interferem diretamente na composição local. O desfecho deve depender da consolidação de acordos políticos e da força de articulação das lideranças envolvidas, com potencial impacto direto no desempenho do partido nas eleições de 2026.
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