Mato Grosso do Sul vive uma explosão de casos de chikungunya em 2026. Apenas nos quatro primeiros meses do ano, o Estado já registrou 10.855 casos prováveis da doença, número que representa mais de 51% de todos os casos contabilizados na última década.
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Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, entre 2016 e 2025 foram registrados 21.282 casos da doença em território sul-mato-grossense. Somente neste ano, o Estado já soma 16 mortes confirmadas por chikungunya, além de dois óbitos em investigação.
O avanço acelerado preocupa autoridades sanitárias porque os números de 2026 já correspondem a 66,6% de todas as mortes registradas nos últimos dez anos em Mato Grosso do Sul.
A doença teve crescimento expressivo a partir de 2023, período marcado por uma epidemia de chikungunya no Paraguai. Segundo a SES, a circulação viral se intensificou principalmente na região de fronteira, espalhando-se rapidamente para outras cidades do Estado.
Dourados se tornou o epicentro da epidemia em Mato Grosso do Sul. A cidade concentra 10 das 16 mortes confirmadas neste ano. Bonito registra três óbitos, Jardim dois e Fátima do Sul um.
Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados, mais de 2,4 mil casos foram confirmados entre indígenas. A região enfrenta dificuldades históricas de saneamento básico, abastecimento de água e acesso à informação sobre prevenção.
Confira os municípios com mortes confirmadas por chikungunya em 2026:
- Dourados — 10 mortes
- Bonito — 3 mortes
- Jardim — 2 mortes
- Fátima do Sul — 1 morte
Mato Grosso do Sul também lidera o ranking nacional de incidência da doença, com 371,5 casos por 100 mil habitantes, quase 20 vezes acima da média nacional.
A presidente da Sociedade Sul-Mato-Grossense de Infectologia, Andyane Tetila, alerta que os primeiros sintomas exigem atendimento médico imediato.
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e provoca febre alta, dores intensas nas articulações e pode deixar sequelas por anos. Em casos graves, o vírus também pode causar complicações neurológicas.
A vacinação contra chikungunya começou em Itaporã e Dourados, priorizando pessoas entre 18 e 59 anos sem comorbidades. Mato Grosso do Sul recebeu inicialmente 20 mil doses do imunizante.
Entre as principais formas de prevenção estão eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas, descartar recipientes que acumulam água e evitar criadouros do mosquito transmissor.
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