O cenário político envolvendo Tereza Cristina ganhou novos contornos após declarações feitas nesta sexta-feira, durante agenda do PL em Mato Grosso do Sul. A senadora voltou a negar que aceite compor como vice na chapa de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e reforçou que seu objetivo político é outro.
A possibilidade de aliança foi novamente ventilada nos bastidores, inclusive com a tentativa de articulação durante um almoço que reuniria lideranças como o governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja. O encontro, que teria como pauta principal convencer Tereza Cristina a integrar a chapa, acabou adiado por questões de agenda.
Mesmo sem o encontro, a posição da senadora já estava consolidada. Durante o evento do partido, ao ser chamada de “vice” por participantes, Tereza reagiu de forma direta e descartou a hipótese.
“Eu quero ser é presidente do Senado”, afirmou.
A fala reforça o movimento da parlamentar em se posicionar estrategicamente dentro do Congresso Nacional, afastando qualquer possibilidade de disputar cargos no Executivo neste momento.
Questionada sobre uma eventual candidatura à Presidência da República, Tereza Cristina tratou o assunto como uma brincadeira, sem indicar intenção real de entrar na disputa majoritária.
Ao longo de seu discurso, a senadora deixou claro que pretende permanecer no Senado Federal, onde, segundo ela, poderá contribuir mais efetivamente com um eventual governo aliado. Ela também sinalizou apoio político a Flávio Bolsonaro, caso sua candidatura seja confirmada e avance no cenário eleitoral.
Nos bastidores, a recusa repetida indica uma estratégia bem definida: fortalecer sua atuação no Legislativo e buscar protagonismo institucional, especialmente mirando a presidência do Senado, cargo de grande relevância na condução política do país.
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