O PSDB de Mato Grosso do Sul vive um momento de forte turbulência interna. A crise começou após a confirmação da filiação de Eduardo Rocha, ex-deputado estadual e marido da ministra Simone Tebet. Essa movimentação política surpreendeu lideranças da legenda. Além disso, abriu um racha direto com o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro.
O foco do conflito está na região do Bolsão. Este é o reduto eleitoral onde ambos possuem um histórico de rivalidade. Eduardo Rocha veio do MDB e sempre atuou em campo oposto ao de Guerreiro. Por isso, a entrada de Rocha no PSDB, sem o aval do diretório municipal, foi vista como uma afronta. Atualmente, o diretório é presidido por Guerreiro, que ostenta altos índices de aprovação.
Em tom de desabafo, Ângelo Guerreiro destacou sua trajetória de fidelidade à sigla.
“Fui deputado pelo PSDB, prefeito eleito e reeleito com mais de 85% de aprovação. Todos sabem que eu e o Eduardo Rocha somos adversários políticos em Três Lagoas”, afirmou. O líder reforçou que ainda aguarda definições sobre a montagem das chapas.
Devido a essa crise, o partido terá que fazer uma reestruturação imediata. Antes da chegada de Rocha, o planejamento considerava a saída de Guerreiro para o Republicanos. No entanto, com a permanência de ambos no mesmo partido, o cenário muda totalmente. Isso gera incertezas entre vereadores e lideranças locais, que temem o choque de interesses na base.
Por fim, analistas avaliam que o episódio reflete os desafios do PSDB na era pós-Reinaldo Azambuja. A dificuldade em conciliar nomes de peso coloca em xeque a união da legenda para 2026. Vale lembrar que o prazo final de filiações se encerra nesta sexta-feira.
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