O repasse de R$ 7 milhões à FIEMS virou alvo de questionamentos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com deputados cobrando explicações do Governo do Estado sobre a destinação dos recursos. A movimentação envolve a Semadesc e tem como foco o ex-secretário Jaime Verruck.
Parlamentares da bancada do PT confirmaram que irão protocolar representação formal para apurar o caso. O deputado Zeca do PT afirmou que o grupo já articula medidas para investigar o convênio. Pedro Kemp também anunciou requerimento solicitando detalhamento completo da aplicação do valor.
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Pressão política
O tema ganhou força nos bastidores da Assembleia, especialmente pelo momento político e pela ligação entre o governo e a FIEMS, presidida por Sérgio Longen. Deputados apontam necessidade de transparência sobre metas, execução e fiscalização do recurso público.

Presidente da Fiems, Sérgio Longen, ao lado de Verruck. (Divulgação, Kelly Ventorim)
O deputado João Cattan foi além e defendeu a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Segundo ele, o repasse levanta preocupações sobre controle e efetividade do uso do dinheiro público.
Convênio e bastidores
O convênio foi publicado no Diário Oficial com assinatura atribuída a Jaime Verruck dias após sua saída da secretaria. Posteriormente, houve correção no documento, passando a assinatura ao secretário-adjunto.
Apesar disso, servidores apontam que os trâmites foram conduzidos ainda na gestão de Verruck, que permaneceu mais de 11 anos à frente da pasta e possui histórico de atuação ligado ao sistema FIEMS.
O acordo prevê estudos técnicos e de mercado para identificar oportunidades de negócios, com valor total de R$ 7,7 milhões, incluindo contrapartida da entidade. Caberá à FIEMS definir fornecedores e execução dos recursos.
Possível CPI e investigação
Os requerimentos apresentados podem embasar a abertura de CPI na Assembleia. Deputados avaliam que a apuração é necessária diante do volume de recursos e da falta de clareza inicial.
Além disso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul já investiga contratos da entidade que somam mais de R$ 1,5 milhão com empresas privadas. Os acordos envolvem fornecimento de materiais elétricos e equipamentos, firmados entre 2022 e 2023.
Outro lado
A reportagem tentou contato com Jaime Verruck, com a FIEMS e com o Governo do Estado, mas não houve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações.
O caso deve seguir como um dos principais temas políticos nas próximas sessões da Assembleia Legislativa.
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