A Justiça autorizou a esposa e os filhos do fiscal tributário Roberto Mazzini a atuarem como assistentes de acusação no processo que investiga a morte do servidor público em Campo Grande. Roberto foi assassinado a tiros em março deste ano pelo ex-prefeito Alcides Bernal.
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A decisão foi assinada pelo juiz Carlos Alberto Garcete na última sexta-feira (22), poucos dias antes do início das audiências do caso. A habilitação da família havia sido solicitada pela defesa dos familiares ainda em abril.
As primeiras oitivas estão marcadas para esta semana. Nesta terça-feira (26), serão ouvidas as testemunhas de acusação. Já na quarta-feira (27), acontece o depoimento de Bernal e das testemunhas de defesa.
O ex-prefeito responde por homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. A denúncia foi aceita pela Justiça em 15 de abril. Bernal permanece preso desde o crime.
O assassinato ocorreu no dia 24 de março, em um imóvel que pertenceu ao ex-prefeito e havia sido arrematado por Roberto Mazzini em leilão judicial no ano passado.
Segundo as investigações, o fiscal foi até o local acompanhado de um chaveiro para tomar posse da residência, quando acabou baleado. Os disparos atingiram a região da costela e das costas da vítima.
Equipes do Corpo de Bombeiros tentaram reanimar Roberto por cerca de 25 minutos, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Após o crime, Alcides Bernal se apresentou na Depac Centro. O chaveiro que presenciou o assassinato foi levado ao Cepol para prestar depoimento.
A participação da família como assistente de acusação segue precedentes já registrados em julgamentos de grande repercussão em Campo Grande, como o caso do assassinato de Matheus Coutinho Xavier, ocorrido em 2019.
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