A juíza do Núcleo de Garantias da Comarca de Campo Grande, May Melke Amaral Penteado Siravegna, concedeu liberdade aos cinco investigados presos durante a Operação OncoJuris, deflagrada na semana passada em Mato Grosso do Sul.
A decisão atendeu a um pedido da defesa, que argumentou que os investigados não possuem condenações anteriores e não estariam interferindo no andamento das investigações. Ao autorizar a soltura, a magistrada impôs medidas cautelares, como a proibição de contato entre os envolvidos.
Apesar do posicionamento contrário dos responsáveis pela investigação, que solicitaram a manutenção das prisões, o pedido não foi acolhido pela Justiça.
A Operação OncoJuris apura um suposto esquema de desvio milionário de recursos públicos na área da saúde. Entre os presos estão ex-servidores da Secretaria de Estado de Saúde, um advogado e empresários do setor farmacêutico.
De acordo com as investigações, o grupo atuaria de forma estruturada, utilizando decisões judiciais que determinavam o fornecimento de medicamentos de alto custo — principalmente oncológicos — para viabilizar o desvio de verbas públicas.
As apurações começaram em setembro de 2025, após denúncia encaminhada pelo Núcleo de Atenção à Saúde. A suspeita é de que, após a liberação dos valores por ordem judicial, parte significativa dos recursos era retida pelas empresas envolvidas, sob justificativa de serviços de assessoria, enquanto apenas uma fração era usada na compra dos medicamentos.
A investigação também aponta possíveis irregularidades no fornecimento dos produtos, incluindo medicamentos sem registro na autoridade sanitária, falhas na documentação e ausência de rastreabilidade, além de problemas no transporte e armazenamento.
Segundo a polícia, essas inconsistências podem ter colocado pacientes em risco.
O caso segue em apuração.
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