Uma ação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) apreendeu mais de 3,9 toneladas de maconha nesta segunda-feira (11), em uma propriedade rural de Campo Grande. A droga estava armazenada em fardos e tabletes e seria transportada em meio a uma carga de algodão para tentar despistar a fiscalização policial.
A ocorrência começou após a polícia receber uma denúncia indicando que um caminhão estaria sendo utilizado para transportar grande quantidade de entorpecente em uma estrada vicinal próxima à BR-163.
Investigação
Equipes do Garras foram até o local e localizaram um caminhão trator acoplado a um semirreboque em situação considerada suspeita, estacionado em uma área incompatível com o tráfego daquele tipo de veículo.
Durante as buscas nas proximidades, os policiais se aproximaram de um imóvel rural e encontraram grande quantidade de droga armazenada no interior da propriedade. No local, foi preso um homem de 26 anos, apontado como responsável pela guarda do entorpecente.
Na sequência, os policiais abordaram o motorista do caminhão. Segundo a polícia, ele confirmou que faria o transporte da droga escondida em meio a uma carga lícita de algodão, estratégia usada para dificultar a fiscalização em rodovias.
Além da droga, os policiais apreenderam uma caminhonete Toyota Hilux SW4 com sinais identificadores adulterados. Após checagem, foi constatado que o veículo possuía registro de furto ou roubo.
Ao todo, foram apreendidos mais de 3.900 quilos de maconha, além do caminhão trator, semirreboque e outros veículos utilizados no esquema criminoso.
Os dois suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos na Lei de Drogas. Enquanto o homem responsável pela guarda da droga também deve responder por receptação, devido à posse do veículo roubado.
A ação contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que utilizou cães farejadores durante a vistoria do caminhão.
Após os procedimentos legais, os presos foram encaminhados à unidade policial e permanecem à disposição da Justiça para audiência de custódia.
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