O delegado Wellington de Oliveira foi removido “ex-officio” da Ouvidoria Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul para o Departamento de Recursos e Apoio Policial. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (24), com validade retroativa a 22 de abril, em meio a denúncias de assédio moral e sexual envolvendo alunas da Acadepol (Academia de Polícia Civil).
CLIQUE PARA SEGUIR O MÍDIA MS NO INSTAGRAM
Segundo a publicação assinada pelo delegado-geral Lupérsio Degerone, a medida foi adotada no interesse da administração pública. O texto oficial determina:
“Remover, ‘ex-officio’, no interesse da Administração, WELLINGTON DE OLIVEIRA, Delegado de Polícia, Classe Especial, da Ouvidoria Geral da Polícia Civil/MS para o Departamento de Recursos e Apoio Policial/MS, concedendo 2 (dois) dias de trânsito, com base no inciso I, do artigo 85, da Lei Complementar nº 114/2005 e alterada pela Lei Complementar nº 140, de 22 de dezembro de 2009, com validade a contar de 22 de abril de 2026.”
Após o início das denúncias, o delegado entrou em período de férias. A Ouvidoria Geral da Polícia Civil passou a ser conduzida temporariamente pelo corregedor Clever Fante e, posteriormente, pela delegada Ana Cláudia Oliveira Marques Medina, diante da ausência de titular no setor.
DENÚNCIAS E APURAÇÃO INTERNA
De acordo com relatos reunidos pelo Jornal Midiamax, o delegado teria adotado condutas consideradas inadequadas durante aulas ministradas na Acadepol. As denúncias incluem falas de cunho sexual, conteúdo ofensivo e situações relatadas por alunas do curso de formação.
Entre os relatos, consta que o instrutor teria feito perguntas de caráter íntimo e comentários considerados constrangedores em sala de aula. Em uma das situações relatadas, ele teria afirmado que eventuais reclamações “não dariam em nada”, alegando participação em instâncias internas da corporação.
As denúncias foram formalizadas após reunião de turma e registro de ata assinada por líderes de sala, possíveis vítimas e testemunhas. O material foi encaminhado à direção da Acadepol, que repassou o caso à Corregedoria da Polícia Civil, onde segue em apuração administrativa.
Wellington de Oliveira também integrava a Ouvidoria da Polícia Civil e fazia parte de grupo técnico voltado a discussões relacionadas a políticas institucionais. Ele é ex-vereador de Campo Grande e atuava como instrutor no curso de formação de novos policiais civis.
O curso da Acadepol teve início em 27 de janeiro deste ano, após o concurso da Polícia Civil realizado no fim de 2025. O caso gerou forte repercussão interna entre alunos e segue em análise administrativa, sem conclusão oficial até o momento.
ANDAMENTO DO CASO
As informações seguem sob investigação da Corregedoria da Polícia Civil, que ainda não divulgou posicionamento conclusivo sobre eventuais medidas disciplinares adicionais. O caso pode ter novos desdobramentos após a conclusão da apuração interna.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.






