A forma de consumir moda está passando por uma transformação significativa, liderada principalmente pelas gerações Y e Z. Segundo reportagem do portal Ambiental Mercantil, esses grupos estão cada vez mais aderindo à chamada moda circular, um modelo que prioriza a durabilidade das roupas, a reutilização e a redução de impactos ambientais.
Diferente do modelo tradicional baseado no consumo rápido, conhecido como fast fashion, a moda circular propõe um ciclo mais sustentável. A ideia é prolongar ao máximo a vida útil das peças, incentivando práticas como reutilização, revenda, aluguel e reciclagem de roupas.
Esse movimento ganha força especialmente entre os mais jovens. A geração Z, por exemplo, tem a sustentabilidade como um dos principais critérios de compra e já influencia diretamente o mercado global. Estudos indicam que grande parte desse público está aberta a adquirir roupas de segunda mão, contribuindo para o crescimento de brechós e plataformas de revenda.
Além da preocupação ambiental, há também uma mudança de mentalidade. Consumidores dessas gerações buscam propósito nas marcas, valorizam transparência e preferem empresas que adotam práticas responsáveis em toda a cadeia produtiva. Isso inclui desde a escolha de materiais até as condições de trabalho envolvidas na fabricação das peças.
A moda circular também está diretamente ligada à economia circular, conceito que visa eliminar o desperdício e manter produtos e materiais em uso pelo maior tempo possível. Na prática, isso significa repensar todo o ciclo de vida das roupas, desde o design até o descarte, promovendo um sistema mais regenerativo e menos poluente.
Para as empresas, o avanço desse comportamento representa tanto um desafio quanto uma oportunidade. Marcas que não se adaptarem às novas exigências tendem a perder relevância, enquanto aquelas que investem em inovação sustentável ganham espaço em um mercado cada vez mais consciente.
Especialistas apontam que essa mudança não é passageira. A tendência é que a moda circular se consolide como padrão nos próximos anos, impulsionada pelo engajamento das novas gerações e pela urgência das questões ambientais.
Crédito editorial: Redação assinada por Laís Chulli, editora-chefe do Mídia NAS e Mídia MS.
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