Os motoristas de Mato Grosso do Sul encontraram um pequeno alívio na hora de abastecer. O preço médio do etanol caiu para R$ 4,19 nos postos do Estado, atingindo o menor patamar desde janeiro de 2026, segundo levantamento divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
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A redução interrompe uma sequência de aumentos que marcou o primeiro quadrimestre do ano. O ápice do etanol ocorreu na segunda semana de abril, quando o litro chegou à média de R$ 4,47 em Mato Grosso do Sul. Desde então, o combustível iniciou movimento gradual de queda nas bombas.
Em Campo Grande, o recuo também foi percebido pelos consumidores. A média registrada na última semana foi de R$ 4,12 por litro, menor valor desde janeiro, quando o combustível era vendido a aproximadamente R$ 4,07.
Especialistas do setor apontam que a instabilidade no mercado internacional do petróleo influenciou diretamente a oscilação dos combustíveis em 2026. Os conflitos geopolíticos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevaram a pressão sobre a cadeia global de energia, afetando custos de produção, distribuição e transporte no Brasil.
Mesmo com a queda do etanol, o consumidor ainda sente os reflexos acumulados da alta dos combustíveis nos últimos meses. O impacto aparece no custo do frete, no transporte urbano e até no preço dos alimentos, principalmente em regiões dependentes do modal rodoviário, como Mato Grosso do Sul.
Nos postos, a redução do etanol já começa a influenciar a escolha dos motoristas de veículos flex, principalmente diante da diferença crescente em relação à gasolina.
Enquanto o biocombustível apresenta alívio, gasolina e diesel continuam próximos dos maiores valores registrados no Estado em 2026.
A gasolina comum encerrou a última semana com média de R$ 6,52 por litro em Mato Grosso do Sul, apenas cinco centavos abaixo do pico histórico do ano. Desde janeiro, o combustível acumula alta de 8,1%. Em Campo Grande, a média foi de R$ 6,39.
O cenário mais sensível continua sendo o do diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e para o agronegócio sul-mato-grossense. Apesar da leve retração recente, o litro segue em patamar elevado. Em Mato Grosso do Sul, a média caiu para R$ 6,99, abaixo do recorde de R$ 7,26 registrado em abril.
Ainda assim, o diesel acumula aumento superior a 17% em relação ao início do ano, quando era vendido por cerca de R$ 5,95. O avanço preocupa transportadoras, produtores rurais e setores ligados à logística, que acompanham com atenção os reflexos do combustível sobre os custos operacionais e a inflação regional.
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