Mato Grosso do Sul entra em alerta para um período de instabilidade climática a partir desta sexta-feira (8), com a atuação de um ciclone extratropical em rápida intensificação próximo ao Sul do Brasil, conhecido como ciclone-bomba.
A previsão aponta para temporais com acumulados que podem chegar a 200 milímetros até domingo (10), além de ventos fortes e riscos associados à instabilidade atmosférica.
Previsão do tempo no MS
- Chuva acumulada pode chegar a 200 mm até domingo
- Rajadas de vento podem atingir até 100 km/h
- Risco de descargas elétricas e granizo
- Instabilidade mais intensa no centro-sul, sudoeste e leste do Estado
- Mudança brusca de temperatura após o sistema
O sistema se forma a partir de uma área de baixa pressão entre Argentina e Uruguai, com rápida intensificação ao longo da semana. Mesmo sem atingir diretamente Mato Grosso do Sul, sua frente fria associada influencia as condições do tempo no Estado.
Na sexta-feira (8), essa frente fria avança sobre Mato Grosso do Sul, mantendo áreas de instabilidade até domingo (10). O sistema também impacta o tempo no Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
As previsões do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) indicam acumulados de até 150 milímetros no fim de semana, principalmente nas regiões centro-sul, sudoeste e leste do Estado, com chuvas isoladas, intensas e de curta duração, além de possibilidade de granizo.
A combinação entre calor, umidade e instabilidade favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades rápidas.
Após o período de instabilidade, a previsão indica avanço de uma massa de ar frio a partir de domingo (10), provocando queda acentuada nas temperaturas.
As mínimas podem variar entre 6°C e 10°C no centro-sul do Estado, com possibilidade de registros abaixo de 4°C até quarta-feira (13).
Autoridades meteorológicas alertam para riscos de alagamentos, queda de árvores, destelhamentos e transtornos causados pelos ventos fortes durante o período crítico.
Ciclone-bomba
O nome “ciclone-bomba” é utilizado para descrever um ciclone extratropical que passa por intensificação muito rápida, quando há queda acentuada da pressão atmosférica em curto período.
Esse processo, chamado tecnicamente de ciclogênese explosiva, ocorre quando há forte contraste entre massas de ar quente e frio, o que acelera o aprofundamento do sistema de baixa pressão.
Segundo a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), essa dinâmica intensifica rapidamente ventos e instabilidades.
O termo “bomba” não se refere a explosão física, mas à velocidade com que o fenômeno se intensifica.
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