O registro recente de casos de meningite meningocócica tipo B, em Mato Grosso do Sul, acendeu um alerta nas autoridades de saúde e reforçou a importância da vigilância constante, especialmente em vários municípios, inclusive, em Três Lagoas, que mantêm monitoramento ativo de casos suspeitos.
Em Três Lagoas, o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé registrou nesta semana, uma internação confirmada por meningite. Em 2026, a unidade contabiliza sete casos suspeitos e um caso confirmado da doença. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Estado contabiliza 34 casos confirmados de meningite em 2026, com oito óbitos. Apesar dos números, o cenário não é considerado de surto, já que os registros são tratados como casos isolados, sem evidência de transmissão direta entre pacientes.
Em Três Lagoas, o acompanhamento é contínuo. Sempre que há suspeita, amostras são enviadas ao Laboratório Central (Lacen), em Campo Grande, para identificação do tipo da doença. A partir desse diagnóstico, é definido se há risco de transmissão e necessidade de medidas preventivas.
“Neste ano, o município registrou alguns casos confirmados de meningite, porém, todos classificados como não transmissíveis. Isso significa que, até o momento, não houve necessidade de adoção de protocolos mais rígidos, como a administração de medicação preventiva em pessoas que tiveram contato com pacientes infectados”, pontuou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Três Lagoas, Adriana Spazzapan.
Ainda assim, a coordenadora destacou que a Vigilância mantém atenção redobrada e que, nos casos de meningite bacteriana transmissível, existe um protocolo específico que inclui investigação detalhada. Quando indicado, as pessoas que tiveram contato próximo com algum paciente diagnosticado com a doença, recebem medicamentos para tratamento e interromper possíveis cadeias de transmissão.
O cenário também preocupa devido ao aumento da circulação de pessoas na região Leste, impulsionado por novos empreendimentos, ofertas de emprego nas indústrias e fluxo de trabalhadores vindos de outras localidades. Esse movimento amplia o risco de introdução de doenças transmissíveis, exigindo preparo da rede de saúde e conscientização da população.
Adriana Spazzapan explicou que a meningite pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, sendo as formas bacterianas as mais graves. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas e, em casos mais severos, confusão mental.
A principal forma de prevenção continua sendo a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário vacinal contempla diferentes imunizantes que protegem contra os principais tipos da doença, desde os primeiros meses de vida até a adolescência.
Entre as vacinas oferecidas estão a BCG, aplicada ao nascer; a Pentavalente, aos 2, 4 e 6 meses; a Pneumocócica; a Meningocócica C e a Meningocócica ACWY, destinada a adolescentes.
Mesmo sem um cenário de surto, as autoridades de saúde reforçam que a combinação entre vacinação, informação e vigilância ativa é essencial para evitar a reintrodução e a disseminação da doença.
O post Casos de meningite em MS reforçam vigilância da Saúde em Três Lagoas apareceu primeiro em RCN67.
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