Vila Nova informou que identificou o suspeito de racismo contra Berto após a partida contra o Operário-PR, pela Série B. (Foto: ge/Reprodução)O Vila Nova informou neste domingo (19) que identificou o torcedor suspeito de praticar racismo contra o atacante Berto, do Operário-PR, após a partida entre as equipes pela 5ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia. Segundo o clube, a identificação foi feita com apoio do sistema interno de segurança e do reconhecimento facial. A identidade do suspeito não foi divulgada.
O caso ganhou repercussão depois que o jogador cabo-verdiano relatou ter sido chamado de “macaco” por um torcedor após a derrota do Operário por 2 a 1. Berto chegou a discutir com pessoas que estavam atrás do banco de reservas, local de onde teria partido a ofensa. Em imagens que circularam nas redes sociais, o atacante aparece chorando ao deixar o gramado.
Em nota, o Vila Nova afirmou que repudia qualquer forma de discriminação e disse que acionou imediatamente o policiamento do estádio após a denúncia. O clube informou ainda que o suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes, em Goiânia, para o registro da ocorrência junto às polícias Militar e Civil.
A manifestação do clube goiano também destacou que a denúncia de injúria racial gerou resposta rápida da organização da partida. Segundo o Vila Nova, o caso será acompanhado até a completa apuração e, se a injúria racial for comprovada ao fim do processo legal, deverão ser aplicadas as sanções cabíveis.
Além da denúncia de racismo, o jogo terminou em meio a uma confusão generalizada. Houve arremesso de objetos para dentro de campo, e o presidente do Operário, Álvaro Goes, sofreu um sangramento no rosto após ser atingido. O Vila Nova sustentou que a situação começou depois que um atleta do Operário lançou uma garrafa em direção à arquibancada, atingindo um torcedor, que precisou de atendimento médico e levou quatro pontos na boca.
O Operário também se pronunciou nas redes sociais e afirmou que as imagens enviadas às autoridades mostram falas de cunho racista. O clube paranaense informou que um dos envolvidos já havia sido identificado e autuado em flagrante, reforçou apoio aos jogadores e disse que acompanhará o caso até as últimas instâncias. Ao mesmo tempo, ressaltou que a atitude não representa o Vila Nova como instituição nem a maioria de seus torcedores.
Na avaliação do Operário, a tensão registrada após o fim da partida precisa ser analisada à luz da gravidade da denúncia feita por Berto. O clube reiterou que o racismo é inaceitável e defendeu responsabilização para os envolvidos.
A súmula da partida também registrou tanto a denúncia de injúria racial quanto a confusão ocorrida depois do apito final. O árbitro Jodis Nascimento de Souza relatou que foi informado no vestiário sobre a acusação feita por Berto e registrou que o jogador deixou o estádio acompanhado por policiais para prestar queixa contra o torcedor.
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