Trump criticou o preço dos ingressos para a estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. (Foto: Divulgação) Donald Trump criticou o preço dos ingressos para a estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 e afirmou que não pagaria o valor cobrado atualmente para assistir ao jogo. A declaração expõe a pressão em torno da política de venda da Fifa e reforça a reclamação de que o Mundial pode ficar distante do bolso do torcedor comum.
A partida de abertura da seleção americana será contra o Paraguai, no dia 12 de junho, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia. Ao ser questionado sobre o tema, Trump disse ter se surpreendido com os preços praticados para a entrada mais barata.
“Eu não estava ciente desse valor. Eu adoraria estar lá, mas não pagaria isso, para ser sincero”, afirmou.
Segundo o relato, Trump mencionou o patamar de cerca de R$ 5 mil, equivalente a US$ 1 mil. Ainda assim, o valor mais baixo disponível no site da Fifa para o jogo já era ainda maior, na faixa de R$ 9,5 mil, ou US$ 1,9 mil.
O tema ganhou força nesta semana depois que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu os preços cobrados para os jogos do torneio. Segundo ele, parte dos ingressos da fase de grupos estaria disponível por menos de US$ 300, argumento usado para rebater críticas sobre elitização no acesso ao Mundial.
Em outro momento, Infantino adotou tom irônico ao responder sobre o valor das entradas e disse que, se alguém comprar um ingresso de US$ 2 milhões para a final, ele mesmo pagaria um cachorro-quente e uma Coca-Cola para o torcedor.
Trump afirmou que o tema pode exigir ação do governo americano. Segundo ele, os valores cobrados podem afastar justamente o público popular que gostaria de acompanhar a seleção no principal torneio do futebol mundial.
“Gostaria que as pessoas que votaram em mim pudessem ir… Se as pessoas do Queens e do Brooklyn que gostam de Donald Trump não puderem assistir aos jogos, eu ficaria decepcionado”, declarou.
A fala transforma uma discussão comercial em tema político e amplia a pressão sobre a Fifa às vésperas do Mundial. Mais do que o desconforto de Trump, o episódio reforça uma crítica que já circula entre torcedores e autoridades: a Copa corre o risco de ser um grande evento global com ingresso cada vez menos acessível para quem lota arquibancada.
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