O Botafogo voltou a ser punido pela Fifa e recebeu nesta segunda-feira, 20, um novo transfer ban que impede o clube de registrar jogadores por três janelas. A sanção, incluída no site da entidade máxima do futebol, amplia a pressão sobre a SAF alvinegra em um momento já marcado por dificuldade de caixa, impasses administrativos e incerteza sobre o futuro da gestão.
A razão da nova punição não foi informada oficialmente. O novo bloqueio, porém, surge no meio de uma sequência de problemas financeiros que atingem o clube carioca. Recentemente, o Botafogo fechou acordo com o Atlanta United, dos Estados Unidos, por causa da dívida envolvendo a transferência do meia argentino Thiago Almada, mas vinha enfrentando dificuldades para cumprir o pagamento. Pela pendência, o clube já havia sido punido e condenado a desembolsar cerca de 30 milhões de dólares, valor equivalente a aproximadamente R$ 165 milhões.
O cenário piorou ainda mais nesta segunda-feira com o adiamento da Assembleia Geral Extraordinária convocada para discutir, em caráter de urgência, a necessidade de capitalização do clube. A reunião não avançou porque a Cork Gully, administradora judicial do grupo Eagle, dono de 90% da SAF do Botafogo, não enviou representante. Com isso, a sessão foi remarcada para a próxima segunda-feira, dia 27.
Também no mesmo dia, o diretor financeiro da SAF, Anderson Santos, anunciou sua saída do cargo por meio das redes sociais. A movimentação aumentou a percepção de instabilidade interna em um momento decisivo para o clube, que tenta encontrar soluções para reorganizar as contas e enfrentar uma sucessão de entraves fora de campo.
No início de abril, o Botafogo já havia sido impedido de inscrever jogadores pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas, da CBF, por atraso no parcelamento de um acordo. Agora, com a nova punição da Fifa, o clube acumula mais um problema relevante na área esportiva e administrativa.
O contraste chama atenção porque o agravamento da crise acontece pouco tempo depois de uma fase histórica para o clube. Após conquistar a Libertadores e o Campeonato Brasileiro em 2024, o Botafogo passou a conviver com dificuldades financeiras e uma disputa de poder entre o clube associativo e John Textor, empresário americano que controla a SAF.
Na semana passada, outro capítulo desse processo veio à tona com a colocação da SAF do Botafogo à venda em anúncio publicado no jornal inglês Financial Times. O movimento indicou que a Eagle Football Holdings está aberta a negociar o controle do clube carioca, além de outros ativos do grupo, como o Lyon, da França, e o RWDM Brussels, da Bélgica. A medida abriu caminho para a chegada de novos investidores, mas também reforçou o ambiente de incerteza que cerca o presente do Botafogo.
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