Atriz Demi Moore afirmou que a indústria cinematográfica deve buscar uma forma de lidar com a Inteligência Artificial
No dia de abertura do Festival de Cannes, em 12 de maio de 2026, a atriz americana Demi Moore disse que o cinema terá de aprender a conviver com a inteligência artificial. Ao comentar o avanço da tecnologia no audiovisual, ela afirmou que resistir à IA seria travar “uma batalha que perderemos”. O festival começou em 12 de maio e segue até 23 de maio.
A declaração foi dada durante a primeira coletiva do júri, antes da cerimônia de abertura. Demi Moore afirmou que a inteligência artificial “já está aqui” e que o caminho mais útil seria encontrar formas de trabalhar com ela, e não simplesmente tentar barrá-la.
Ao mesmo tempo, a atriz tentou marcar um limite. Disse que não acredita que a tecnologia consiga substituir a verdadeira arte, porque a criação artística, segundo ela, nasce do espírito e da experiência humana.
A fala de Demi acontece em um momento em que a indústria do cinema discute até onde a IA pode ir. Nos últimos meses, o tema ganhou força com casos como a recriação digital de atores, ferramentas capazes de gerar cenas complexas a partir de comandos curtos e o uso crescente da tecnologia em etapas de produção e pós-produção.
Em Cannes, o debate ficou ainda mais sensível porque o festival decidiu proibir o uso de IA generativa nas produções inscritas nesta edição. Mesmo assim, a discussão sobre o impacto da tecnologia no cinema dominou parte da abertura do evento e expôs uma divisão cada vez mais clara entre quem defende limites mais rígidos e quem vê a adaptação como inevitável.
Na prática, a posição de Demi Moore foi menos de entusiasmo e mais de pragmatismo: a inteligência artificial já entrou em cena, e o desafio do cinema agora, na visão dela, é descobrir como lidar com essa presença sem perder o que faz da arte uma experiência humana.
Quer saber tudo
o que está acontecendo?
Receba todas as notícias do Mídia MS no seu WhatsApp.
Entre em nosso grupo e fique bem informado.





