Debate sobre política de preços dos combustíveis ganha força no Conselho da Petrobras (Foto: Foto: Tiago Queiroz/Estadão)A política de preços da Petrobras voltou ao centro do debate interno após a entrada de um novo integrante no Conselho de Administração da estatal. Recém-eleito, o advogado Marcelo Gasparino afirmou que a empresa não deve se afastar dos valores praticados no mercado internacional.
Em manifestação pública, o conselheiro indicou que a estatal precisa manter foco em rentabilidade e sustentabilidade, sem abrir mão de praticar preços alinhados ao cenário global. A posição o aproxima de um grupo dentro do Conselho que defende ajustes mais frequentes nos combustíveis, conforme a variação do petróleo.
Gasparino também comentou a escolha de Guilherme Mello para a presidência do colegiado, destacando que a experiência na área econômica pode contribuir para lidar com o atual impasse sobre a política de preços.
O tema divide o Conselho de Administração. De um lado, representantes de acionistas minoritários defendem a adoção de reajustes mais imediatos, acompanhando a dinâmica internacional. De outro, integrantes indicados pela União defendem cautela para evitar impactos diretos no mercado interno.
A discussão ocorre em meio à volatilidade dos preços do petróleo e à diferença entre os valores praticados pela Petrobras e os preços internacionais, especialmente no caso do diesel, que depende de importação.
Desde 2023, a estatal deixou de adotar formalmente a política de paridade de importação, o que ampliou o debate sobre o ritmo e os critérios de reajuste dos combustíveis no país.
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