Região concentra reservas estratégicas usadas na transição energética global A disputa global por minerais estratégicos abre uma janela para a América Latina avançar na industrialização e gerar empregos ligados à transição energética, segundo avaliação de lideranças da região.
O debate ganhou força diante do papel central desses insumos, como lítio e cobre, usados em tecnologias como baterias de carros elétricos e sistemas de energia renovável. A região concentra cerca de 45% das reservas de lítio e 30% de cobre do mundo, o que amplia sua relevância no cenário internacional.
Especialistas defendem que os países latino-americanos deixem de atuar apenas como exportadores de matéria-prima e passem a investir na produção industrial, agregando valor aos recursos naturais e ampliando a capacidade de negociação global.
A avaliação é de que o desenvolvimento de cadeias produtivas locais pode gerar empregos e reduzir a dependência tecnológica, especialmente em um momento de disputa entre grandes potências, como Estados Unidos e China, pelo controle desses minerais.
O tema foi discutido durante seminário realizado no Rio de Janeiro, que reuniu representantes de diferentes países da região. Entre as propostas, está a criação de políticas que incentivem a produção de tecnologias, como baterias e equipamentos para energia limpa, a partir dos recursos disponíveis no continente.
Outro ponto destacado é a necessidade de integração regional para viabilizar investimentos e infraestrutura. A avaliação é de que projetos conjuntos podem ampliar a autonomia da América Latina em setores estratégicos, como energia e fertilizantes.
O avanço nessa área também depende de negociação internacional para garantir acesso a tecnologia, já que países com maior domínio industrial tendem a concentrar as etapas de processamento e refino desses materiais.
No cenário geopolítico, a disputa por minerais críticos se intensifica. Os Estados Unidos buscam reduzir a dependência de importações, enquanto a China mantém forte presença no processamento desses insumos, o que amplia a pressão sobre países produtores.
Diante desse contexto, lideranças defendem que a região aproveite o momento para fortalecer sua posição, evitando repetir ciclos anteriores em que recursos naturais foram explorados sem retorno econômico proporcional.
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