Município concentra maioria dos óbitos no estado e mantém alta circulação do vírus
Os números não param de subir e acendem um alerta: Dourados ultrapassou a marca de 5 mil casos prováveis de chikungunya em 2026 e concentra a maior parte das mortes pela doença no estado. Boletim epidemiológico divulgado neste sábado (18) pela prefeitura aponta 5.027 casos prováveis da doença, além de 1.962 confirmações. Outros 3.065 registros ainda estão em investigação e 1.074 foram descartados, totalizando 6.101 notificações.
A taxa de positividade segue elevada, variando entre cerca de 65% e 79%, o que indica intensa circulação do vírus no município. Atualmente, 48 pessoas estão internadas com suspeita ou confirmação da doença.
Até o momento, oito mortes por chikungunya foram confirmadas em Dourados — número que representa a maioria dos óbitos registrados em Mato Grosso do Sul. Um caso ainda segue em investigação, envolvendo um menino indígena de 12 anos.
Entre as vítimas, há predominância de indígenas, além de dois bebês e adultos, em sua maioria idosos. A morte mais recente foi de um homem de 63 anos, com comorbidades, e marcou o primeiro óbito registrado na área urbana. Os demais haviam ocorrido em aldeias.
A situação é ainda mais crítica nas comunidades indígenas. Nas aldeias Jaguapiru e Bororó, foram confirmados 1.461 casos — o equivalente a mais de 74% do total do município. Nessas regiões, também se concentram sete das mortes já registradas.
Dourados abriga a maior reserva indígena urbana do país, com mais de 20 mil habitantes, o que amplia os desafios no enfrentamento da doença.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya provoca febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por semanas ou até se tornar crônicas. Em casos graves, a doença pode levar a complicações e até à morte.
Diante de sintomas, a orientação das autoridades de saúde é procurar atendimento médico imediato. O diagnóstico e os exames estão disponíveis pelo SUS.
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