O preço médio do etanol hidratado registrou queda em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal ao longo da última semana. De acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilado pelo AE-Taxas, o valor médio do biocombustível nos postos do país recuou 1,35%, chegando a R$ 4,38 por litro. Quatro estados mantiveram estabilidade e apenas dois registraram alta. No Amapá, não houve variação calculada no período.
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A maior retração ocorreu em São Paulo, principal polo produtor e consumidor do país, com queda de 2,40%, para R$ 4,07 o litro. O estado também registrou o menor valor absoluto do levantamento, com postos vendendo o combustível a R$ 2,98. Na ponta oposta, Pernambuco apresentou o maior preço máximo, de R$ 6,59 por litro.
Entre as variações positivas, Minas Gerais e Tocantins foram os únicos estados com alta no período, indicando comportamento regional distinto no mercado de combustíveis.
No campo da competitividade, o etanol segue vantajoso frente à gasolina em sete estados e no Distrito Federal. A média nacional de paridade ficou em 65,77%, dentro do patamar considerado favorável ao biocombustível.
Em Mato Grosso do Sul, o índice foi de 65,34%, reforçando cenário de vantagem econômica para motoristas que utilizam o etanol no estado. O comportamento do mercado indica influência direta da oferta agrícola, custos logísticos e demanda regional, fatores que seguem pressionando os preços de forma desigual no país.
O cenário geral aponta um momento de alívio pontual para o consumidor, mas com variações ainda significativas entre estados, o que mantém o combustível sujeito a oscilações nas próximas semanas.
Principais variações do etanol por estado:
• Queda de preços em 19 estados e no Distrito Federal
• Alta em 2 estados: Minas Gerais e Tocantins
• Estabilidade em 4 unidades federativas
• Sem variação registrada no Amapá
Estados onde o etanol é mais competitivo:
• Bahia – 69,92%
• Goiás – 68,80%
• Mato Grosso – 64,28%
• Mato Grosso do Sul – 65,34%
• Minas Gerais – 69,87%
• Paraná – 66,81%
• São Paulo – 66,62%
• Distrito Federal – 68,64%
Especialistas do setor destacam que o etanol pode continuar competitivo mesmo com paridade acima de 70%, dependendo do tipo de veículo e do rendimento do combustível.
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