O consumo de bacalhau na Semana Santa exige cuidados importantes na hora da compra. O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio orienta que os consumidores fiquem atentos à qualidade do pescado para evitar riscos à saúde durante o período.
De acordo com o órgão, o bacalhau deve ser analisado visualmente antes da compra. Manchas avermelhadas ou pontos pretos podem indicar a presença de bactérias ou fungos, comprometendo a segurança do alimento. Outro ponto essencial é o tipo de sal utilizado na conservação. O correto é o sal grosso, enquanto o sal fino não é permitido nesse processo.
A presidente da Vigilância Sanitária Municipal, Aline Borges, alerta que muitos consumidores acabam sendo induzidos ao erro ao comprar produtos que não são bacalhau legítimo. Segundo ela, apenas duas espécies são consideradas verdadeiramente bacalhau, a Gadus morhua, conhecida como Porto ou Porto Morhua, e a Gadus macrocephalus, chamada de Portinho ou Codinho.
Outros peixes, como Saithe, Ling e Zarbo, são frequentemente comercializados como bacalhau, mas não pertencem à mesma classificação. Esses produtos, geralmente mais baratos, devem ser vendidos como pescado salgado ou seco, conforme as normas sanitárias.
A recomendação é que o consumidor verifique a rotulagem, a procedência e as condições de armazenamento do produto antes da compra. Além disso, manter o pescado refrigerado e seguir corretamente o preparo são medidas fundamentais para garantir a segurança alimentar.
Durante a Semana Santa, o aumento da procura por peixe exige ainda mais atenção. A Vigilância Sanitária reforça que cuidados simples podem evitar problemas de saúde e garantir uma refeição segura para toda a família.
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