O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica vai passar por uma das maiores mudanças dos últimos anos no Brasil. A partir de julho de 2026, o CNPJ deixará de ser apenas numérico e passará a adotar um formato com letras e números, seguindo um modelo alfanumérico criado pela Receita Federal.
A alteração tem como principal objetivo evitar o esgotamento das combinações disponíveis no sistema atual, diante do crescimento acelerado na abertura de empresas. Somente em 2025, o país registrou mais de 1,6 milhão de novos negócios, pressionando o limite do modelo vigente.
Apesar da mudança, quem já possui CNPJ não será afetado. Os números atuais continuam válidos e não haverá necessidade de atualização ou troca de cadastro. O novo formato será aplicado exclusivamente para empresas abertas a partir da implementação.
O CNPJ continuará com 14 caracteres, mas com uma nova composição. As 12 primeiras posições passam a aceitar letras e números, enquanto os dois últimos dígitos permanecem numéricos, responsáveis pela verificação do código.
Na prática, o modelo seguirá um padrão semelhante ao atual, mas com maior capacidade de combinações. A distribuição das letras será aleatória e não indicará informações como estado, tipo de empresa ou atividade econômica.
A implementação será gradual e os dois formatos – o atual e o novo – vão coexistir durante um período de transição. Sistemas públicos e privados estão sendo adaptados para reconhecer os dois modelos simultaneamente, garantindo continuidade nas operações empresariais.
A mudança foi formalizada por norma da Receita Federal e faz parte de um processo de modernização do ambiente de negócios no país, alinhado ao crescimento da economia e à digitalização dos serviços.
Para empreendedores, o impacto será praticamente inexistente no processo de abertura de empresas, já que o procedimento continuará o mesmo. A principal diferença estará apenas no formato do número gerado.
Com a nova estrutura, o governo busca garantir segurança, escalabilidade e continuidade no registro de empresas, evitando limitações futuras e acompanhando a evolução do mercado brasileiro.
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