Ao menos seis pessoas morreram em Pernambuco e na Paraíba; região Sul também está em alerta (Foto: Inmet/Reprodução)
A sequência de temporais pelo país já deixou ao menos seis mortos e mantém estados das regiões Nordeste e Sul sob alerta neste sábado (2), com risco de novos transtornos causados pelas chuvas intensas.
No Nordeste, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja, que indica perigo, para áreas de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão e Piauí. A previsão aponta acumulados entre 50 e 100 milímetros de chuva por dia, além de ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h, com possibilidade de alagamentos e interrupção no fornecimento de energia.
Em Pernambuco, quatro mortes foram registradas na sexta-feira (1º), em dois deslizamentos. No Alto da Bondade, em Olinda, uma mulher de 21 anos e a filha de seis meses morreram. Já no bairro Dois Unidos, na zona norte do Recife, outra mulher e o filho de seis anos também morreram após soterramento. Cinco pessoas ficaram feridas em Olinda.
O último balanço da Defesa Civil aponta 1.096 desabrigados e 1.094 desalojados no estado, com maior concentração em Recife, Olinda e Goiana, além de registros em municípios como Camaragibe, Igarassu, Limoeiro, Paulista e Timbaúba.
Na Paraíba, duas mortes foram confirmadas em Guarabira. As vítimas, dois homens, foram eletrocutadas durante uma corrida, após possível contato com fio energizado em uma área alagada. Em João Pessoa, 11 famílias ficaram desabrigadas e foram encaminhadas a uma escola.
As chuvas também causaram bloqueios em rodovias, com trechos interditados nas PB-032, PB-054 e BR-230. Em Ingá, a ponte na área urbana foi parcialmente destruída após o transbordamento de um rio. Diante do cenário, o governo estadual decretou estado de calamidade pública.
Dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba indicam volumes expressivos em cidades como Alhandra, com 191 mm, Pilar, com 170 mm, São José dos Ramos, com 128 mm, e Mogeiro, com 117 mm, índices superiores aos registrados nas últimas décadas.
Região sul
No Sul do país, o cenário é ainda mais crítico. O Inmet mantém alerta vermelho, que indica grande perigo, com previsão de ventos acima de 100 km/h e chuva intensa, que pode ultrapassar 60 mm por hora. As áreas atingidas incluem a região metropolitana de Porto Alegre, o oeste de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná.
No Rio Grande do Sul, ao menos 19 municípios relataram danos à Defesa Civil, com registros de alagamentos, quedas de árvores e bloqueios em rodovias. Em Rosário do Sul, foram 324 mm de chuva em apenas sete horas, o que provocou alagamentos em 225 casas e deixou 512 pessoas desalojadas.
Outras cidades também registraram impactos, como São Gabriel, onde 21 famílias precisaram sair de casa após acumulado de 200 mm. Houve ocorrências em Santa Maria, Caçapava do Sul, Uruguaiana, Alegrete e Encruzilhada do Sul, além de registro de granizo em Nova Palma e Júlio de Castilhos.
Em Porto Alegre, o volume chegou a 103 mm em 24 horas no bairro Guarujá. A Defesa Civil estadual alertou para risco moderado de deslizamentos em diversas regiões, com validade até a noite deste sábado na capital e até a madrugada de domingo (3) em cidades da Serra.
Além disso, rodovias foram afetadas. A RS-348 segue totalmente bloqueada em trecho entre Faxinal do Soturno e Ivorá, enquanto outro ponto da via opera em sistema de pare e siga. A BR-290 chegou a ser interditada, mas foi liberada durante a madrugada.
O Inmet orienta que a população evite se abrigar sob árvores durante rajadas de vento, não estacione veículos próximos a estruturas metálicas e, se possível, desligue aparelhos elétricos em caso de risco.
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