Alta do querosene de aviação pressionou o preço médio das passagens aéreas domésticas em maio. (Foto: Imagem ilustrativa/A Crítica)Viajar de avião dentro do Brasil ficou mais caro em maio. O preço médio das passagens aéreas domésticas chegou a R$ 632,53, alta de 11,2% na comparação com o mesmo mês de 2025, quando a tarifa média era de R$ 568,96, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A elevação ocorreu mesmo com medidas adotadas pelo governo federal para tentar reduzir os efeitos da disparada do petróleo sobre o setor aéreo. Um dos principais fatores por trás do aumento foi a alta no querosene de aviação, que avançou 68,5% no período. Em maio deste ano, o valor médio do litro do combustível chegou a R$ 6,46.
O encarecimento do QAV, como o querosene de aviação é conhecido no setor, tem impacto direto no custo das companhias e acaba sendo repassado ao valor final das passagens. Trata-se de uma das despesas mais sensíveis da aviação comercial, sobretudo em períodos de pressão internacional sobre combustíveis.
Os dados divulgados pela Anac são enviados mensalmente pelas empresas aéreas e passam por processo de validação técnica. O levantamento considera a data em que o bilhete foi vendido e inclui apenas o valor do transporte aéreo, sem taxas aeroportuárias e outros encargos.
A agência também informa que os números são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, até o mês de referência. Isso permite uma leitura mais precisa da variação real dos preços no período.
Mesmo com iniciativas do governo para tentar frear a escalada de custos, o resultado de maio mostra que o setor ainda sente os efeitos da alta do combustível, com reflexo direto no bolso do passageiro.
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