Seleção da RD Congo terá de cumprir isolamento antes de viajar aos Estados Unidos para a Copa. (Foto: Jospin Mwisha)Os Estados Unidos passaram a exigir que os jogadores da seleção da República Democrática do Congo cumpram isolamento de 21 dias antes da entrada no país para a Copa do Mundo de 2026. A medida foi adotada por causa do surto de ebola em território congolês e, na prática, obriga a delegação a manter uma bolha sanitária na Bélgica antes da viagem para Houston, onde a equipe ficará baseada durante o torneio.
A exigência foi informada nesta sexta-feira (22) por autoridades americanas. Segundo Andrew Giuliani, diretor-executivo do Grupo de Trabalho da Casa Branca para a Copa, a Fifa, a seleção da RD Congo e o governo do país africano já foram comunicados sobre a necessidade de manter o isolamento sem interrupções.
De acordo com Giuliani, a orientação é que a equipe preserve a integridade da bolha por 21 dias antes do embarque para os Estados Unidos. Ele afirmou à ESPN que o governo americano também avisou à RD Congo que o descumprimento da medida pode impedir a viagem da delegação.
Os jogadores estão concentrados em Liège, na Bélgica, onde se preparam para o Mundial, marcado para começar em 11 de junho. A seleção congolesa terá Houston como base e estreia no dia 17 de junho, contra Portugal, pelo Grupo K.
Em declaração enviada à AFP pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Giuliani afirmou que a prioridade do governo é garantir a segurança da população americana, das delegações participantes e dos torcedores que acompanharão o torneio.
No início da semana, autoridades dos EUA haviam indicado que a seleção da RD Congo ficaria isenta da proibição temporária de viagens aplicada a pessoas que estiveram recentemente na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul. Mesmo assim, a participação da equipe ficou condicionada ao cumprimento do protocolo sanitário.
A preocupação americana ocorre em meio ao avanço do ebola na RD Congo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, foram registrados até esta sexta-feira 82 casos confirmados e 7 mortes confirmadas no país, além de quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas.
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