Continuação de ‘Michael’ deve avançar sobre fases ainda não exploradas da carreira de Michael Jackson. (Foto: Universal Pictures)A continuação de ‘Michael’, cinebiografia sobre a trajetória artística de Michael Jackson, deve concentrar boa parte das músicas mais populares do cantor. A informação foi antecipada por Adam Fogelson, diretor da divisão de cinema da Lionsgate, ao comentar os próximos passos da produção, que já teve sequência confirmada após o desempenho do primeiro filme nos cinemas.
Segundo o executivo, a continuação ainda reserva momentos importantes da carreira musical do artista. Ele afirmou que uma parte significativa das canções mais conhecidas de Michael Jackson não apareceu no primeiro longa e deve ser explorada no novo filme.
“Eu diria que ainda há uma infinidade de histórias divertidas de Michael Jackson, e muitas das partes maiores e mais populares de seu catálogo musical ainda não foram tocadas no primeiro filme”, declarou Fogelson durante teleconferência com executivos realizada nesta quinta-feira (21). “Estamos muito confiantes de que temos um material incrivelmente divertido que vai ressoar, mais uma vez, com o público do mundo todo.”
De acordo com ele, entre 25% e 30% da sequência já foi filmada. O material teria sido aproveitado a partir da produção anterior, o que também pode representar impacto no custo da nova etapa do projeto.
“Acreditamos já ter de 25% a 30% do segundo filme rodado a partir da produção anterior, e isso naturalmente traz alguns benefícios [financeiros]”, afirmou.
Lançado no fim de abril, o primeiro filme acompanha Michael Jackson desde o início da carreira até o auge do sucesso durante a turnê de Bad, em 1987. A produção, dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson, deixou de fora parte da trajetória posterior do cantor, incluindo fases marcadas por álbuns lançados nos anos seguintes.
A fala do executivo indica justamente que a continuação deve avançar sobre esse período ainda não explorado e abrir espaço para canções de maior alcance popular que ficaram fora do primeiro longa. A estratégia, além de ampliar o recorte da história, ajuda a explicar por que a sequência foi tratada desde cedo como uma expansão natural do projeto.
Fogelson também afirmou que cenas rodadas inicialmente para o primeiro filme poderão ser reaproveitadas na continuação. Isso aconteceu depois que a produção foi reformulada e precisou retirar trechos que abordavam acusações de abuso infantil associadas à trajetória do cantor.
Segundo o conteúdo divulgado, o roteiro inicial previa a inclusão desse tema, mas as cenas acabaram removidas em razão de um acordo extrajudicial firmado em 1993. Na época, Michael Jackson fez um acordo com a família de Jordan Chandler, adolescente que o acusava de abuso sexual, no valor de US$ 25 milhões, o equivalente a cerca de R$ 125 milhões na cotação mencionada no texto original.
Ainda de acordo com as informações divulgadas, entre os termos do acordo estaria a exigência de que o episódio não pudesse ser mencionado ou dramatizado em cinebiografias sobre o artista. Com isso, uma parte relevante do terceiro ato do longa precisou ser reformulada.
O executivo também sinalizou que a sequência não precisa seguir uma ordem cronológica tradicional. A declaração abre caminho para uma narrativa com idas e vindas no tempo, usando flashbacks e flashforwards para costurar momentos diferentes da vida e da carreira de Michael Jackson.
O primeiro filme recebeu críticas mistas e gerou debate por omitir aspectos mais controversos da vida do cantor. Entre os pontos que ficaram de fora estão justamente as acusações que marcaram diferentes momentos de sua trajetória, além da ausência de personagens como Janet Jackson e Diana Ross.
No caso de Janet Jackson, o uso de imagem não teria sido autorizado. Já Diana Ross, segundo informação atribuída à atriz Kat Graham no texto original, precisou ser retirada por questões legais.
Mesmo com essas mudanças e recortes, o filme segue em cartaz nos cinemas brasileiros. Agora, a aposta da produção é ampliar o alcance da história com uma sequência voltada a fases ainda não retratadas e sustentada por parte do repertório mais popular do artista.
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