Eduardo Riedel defendeu que Mato Grosso do Sul chega preparado para os efeitos da reforma tributária. (Foto: Álvaro Rezende)Mato Grosso do Sul chega ao debate sobre a reforma tributária com um cenário de expansão econômica, aumento de investimentos privados e capacidade de manter obras e serviços públicos, segundo afirmou nesta sexta-feira (15) o governador Eduardo Riedel, durante o encerramento do XVII Congresso de Direito Público & Empresarial do Centro-Oeste, em Campo Grande.
Ao abordar os impactos das mudanças no sistema tributário, Riedel disse que o Estado tem buscado se antecipar ao novo modelo com equilíbrio fiscal e gestão voltada à competitividade.
“Estamos construindo um Estado mais competitivo, com serviços públicos de qualidade e uma gestão eficiente. Mato Grosso do Sul está preparado para as mudanças, com equilíbrio fiscal e ao mesmo tempo tendo capacidade para grandes investimentos públicos, assim fazemos nosso dever de casa e acompanhamos o crescimento da economia estadual”, declarou.
O governador afirmou que o Estado vive um momento de crescimento, com atração de investimentos privados, geração de empregos e abertura de novas oportunidades. Segundo ele, esse movimento vem acompanhado de ações do poder público para melhorar a logística, ampliar a infraestrutura e qualificar a prestação de serviços em diferentes áreas.
Eduardo Riedel presente no Congresso sobre Direito Público e Empresarial. (Foto: Álvaro Rezende)
Riedel também citou a transformação econômica de Mato Grosso do Sul, marcada pela diversificação das cadeias produtivas e pelo posicionamento em temas como sustentabilidade, transição energética e segurança alimentar. Sobre a reforma tributária, avaliou que a adaptação inicial deve trazer dificuldades tanto para o setor público quanto para o privado, mas disse esperar simplificação do sistema ao longo do processo.
Realizado entre os dias 13 e 15 de maio, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, o congresso reuniu especialistas para discutir mudanças no sistema jurídico brasileiro. A programação incluiu debates sobre reforma tributária, não cumulatividade, split payment, fiscalização, cobrança do crédito tributário, governança pública, federalismo cooperativo, lei de licitações, reforma do Código Civil, planejamento sucessório e os efeitos da tecnologia e da inteligência artificial no sistema de justiça.
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