Promotores pedem arquivamento de investigação sobre morte do cão Orelha (Foto: Polícia Civil Santa Catarina)Os promotores responsáveis pelo chamado “Caso Orelha” pediram o arquivamento da investigação sobre a morte do cão que ganhou repercussão nacional nos últimos meses. O processo tramita em sigilo e a decisão final sobre o encerramento ou continuidade das apurações caberá à Justiça.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (12). Até o momento, os detalhes do parecer do Ministério Público não foram tornados públicos justamente porque o procedimento segue restrito às partes envolvidas.
O caso mobilizou defensores da causa animal, entidades de proteção e milhares de pessoas nas redes sociais, gerando ampla repercussão em todo o país. A morte do cão Orelha provocou manifestações e cobranças por respostas das autoridades responsáveis pela investigação.
Segundo informações publicadas pela revista Veja, os promotores entenderam que os elementos reunidos durante as investigações não justificariam o prosseguimento do caso na esfera criminal. Ainda assim, o pedido de arquivamento depende de análise judicial.
Agora, caberá ao juiz responsável avaliar o parecer apresentado pelo Ministério Público. O magistrado poderá concordar com o arquivamento ou solicitar novas diligências e complementações na investigação antes de tomar uma decisão definitiva.
Como o processo corre sob sigilo, não foram divulgadas informações detalhadas sobre laudos, depoimentos ou outros documentos produzidos durante a apuração.
O caso Orelha se tornou um dos episódios mais comentados envolvendo denúncias de maus-tratos a animais nos últimos anos. A repercussão nacional aumentou a pressão sobre os órgãos de investigação e levou o tema da proteção animal novamente ao debate público.
Nos últimos anos, casos de violência contra animais têm gerado forte mobilização popular no Brasil, impulsionando campanhas por punições mais rígidas e ampliação das políticas de proteção animal. Atualmente, a legislação brasileira prevê penas para maus-tratos contra cães e gatos, com possibilidade de prisão, multa e perda da guarda do animal.
A decisão da Justiça sobre o pedido de arquivamento ainda não tem prazo para ser divulgada.
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