Atraso em acordo pela contratação de Thiago Almada motivou novo transfer ban aplicado ao Botafogo. (Foto: Vitor Silva)O Botafogo recebeu nesta segunda-feira (11) um novo transfer ban da Fifa e passou a acumular três punições ativas relacionadas a dívidas no mercado da bola. Desta vez, a sanção tem prazo indeterminado, o que amplia a pressão sobre o clube em meio ao cenário financeiro delicado da SAF.
A punição mais recente foi motivada por atrasos no acordo firmado para a contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos. Uma parcela de US$ 10 milhões já havia sido paga, mas houve atraso na sequência do compromisso assumido em fevereiro, além de multa prevista pelo não pagamento no prazo.
Esse é o segundo transfer ban registrado contra o Botafogo em cinco dias e o terceiro em menos de um mês. O primeiro ainda ativo é de 20 de abril, por dívida com o Ludogorets na negociação de Rwan Cruz. O outro envolve a contratação de Santi Rodríguez, que estava no New York City.
O clube espera que a Fifa considere uma medida cautelar expedida antes da recuperação judicial da SAF e suspenda as punições. Ainda assim, o novo registro reforça o tamanho do problema financeiro enfrentado pelo Botafogo.
De acordo com o balanço financeiro de 2025, o clube tem R$ 1,1 bilhão em valores a pagar apenas com contratações de jogadores. Ao mesmo tempo, a SAF registrou faturamento bruto recorde de R$ 1,44 bilhão. A principal fonte de receita foi justamente a venda de atletas, que gerou R$ 733 milhões, com alta de 661% em relação ao ano anterior.
Os números foram impulsionados pelas negociações de Luiz Henrique com o Zenit e de Thiago Almada com o Atlético de Madrid. As premiações esportivas também tiveram peso importante, com R$ 269 milhões, além das receitas com sócio-torcedor, que somaram R$ 52 milhões, e licenciamento e vendas, com R$ 60 milhões.
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