O Corinthians voltou a ser ameaçado por um transfer ban após ser condenado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) a quitar uma dívida com o Midtjylland, da Dinamarca, pela contratação do volante Charles. A decisão confirma a punição aplicada pela Fifa e recoloca o clube sob risco de ficar impedido de registrar novos jogadores.
O valor cobrado gira em torno de R$ 6,2 milhões e se refere à última parcela da negociação, que não foi paga pelo clube paulista. O acordo previa o pagamento de 400 mil euros em até cinco dias após a assinatura do contrato, mais 400 mil euros em 20 de agosto de 2024 e, por fim, 800 mil euros em 15 de março de 2025. As duas primeiras parcelas foram quitadas, mas a última ficou em aberto.
Com o atraso, o contrato passou a prever multa de 200 mil euros, o que elevou a dívida para pelo menos R$ 6,25 milhões. Além disso, também incidem juros de 12% ao ano.
A condenação original havia sido decretada pela Fifa em junho de 2025. O Corinthians recorreu ao CAS, última instância da Justiça esportiva, mas teve a decisão mantida. Embora o julgamento tenha ocorrido em 31 de março, o resultado só se tornou público nesta quinta-feira (7).
O novo problema surge em um momento em que a diretoria tenta evitar novas punições internacionais. Recentemente, o clube já havia enfrentado um transfer ban por causa de uma pendência com o Santos Laguna, do México, pela contratação de Félix Torres. Esse caso foi resolvido.
Ao mesmo tempo, o Corinthians ainda negocia outra situação delicada no mercado. O clube foi condenado a pagar US$ 4.334.400 ao Talleres, da Argentina, pela contratação de Rodrigo Garro, e tenta um acordo para evitar nova sanção.
A reincidência em disputas desse tipo aumenta a pressão sobre a gestão alvinegra, especialmente porque o transfer ban afeta diretamente o planejamento do elenco. Mais do que uma questão jurídica, o caso de Charles reforça o impacto das pendências financeiras do Corinthians também fora de campo.
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