A vacinação contra chikungunya em Mato Grosso do Sul foi ampliada para Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas em meio ao cenário crítico da doença. A medida, autorizada pelo Ministério da Saúde, busca conter o avanço da epidemia que já coloca o Estado como líder nacional em incidência.
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Nesta nova etapa, serão utilizadas 14,4 mil doses remanejadas, com início previsto ainda nesta semana. Antes, a estratégia estava concentrada em Dourados e Itaporã, considerados epicentros iniciais da doença.
A escolha dos novos municípios seguiu critérios técnicos da Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses. Dados recentes apontam alta incidência, com destaque para Douradina e Sete Quedas, que lideram os registros nas últimas semanas.
Cenário epidemiológico crítico
Mato Grosso do Sul enfrenta um dos momentos mais graves já registrados. Em 2026, já são 10.268 casos prováveis, o equivalente a 73% de todo o ano passado. O número de mortes também preocupa: são 14 óbitos confirmados, concentrando 67% das mortes por chikungunya no Brasil.
A taxa de incidência chega a 351,11 casos por 100 mil habitantes, quase 20 vezes superior à média nacional. O avanço da doença é impulsionado por fatores como clima favorável e problemas estruturais, especialmente em áreas vulneráveis.
Distribuição e estratégia
As doses serão armazenadas em Dourados e distribuídas de forma gradual aos municípios, conforme a demanda. A vacinação segue modelo controlado para garantir o uso dentro do prazo e maior alcance da população.
A vacina utilizada é desenvolvida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa, atualmente em fase 4 de monitoramento, que avalia a eficácia em condições reais.
Quem pode se vacinar
A vacinação contra chikungunya em Mato Grosso do Sul é destinada a:
- Pessoas de 18 a 59 anos
- Aplicação em dose única
Estão fora do público:
- Gestantes e puérperas
- Imunocomprometidos
- Pessoas com doenças crônicas descompensadas
- Indivíduos com histórico de reação alérgica grave
A região de Dourados segue como foco principal, com destaque para a Reserva Indígena Jaguapiru e Bororó. A falta de saneamento básico e água encanada favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, acelerando a transmissão.
A chikungunya provoca febre alta e dores intensas nas articulações, podendo incapacitar o paciente. Em muitos casos, os sintomas persistem por meses ou anos.
Especialistas alertam que, diante de febre súbita associada à dor nas articulações, o paciente deve procurar atendimento imediato. A doença também pode evoluir para quadros graves, com complicações neurológicas.
Prevenção continua essencial
Mesmo com a vacinação, o combate ao mosquito segue como principal medida. Eliminar água parada e manter ambientes limpos são ações decisivas para reduzir novos casos.
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