A pavimentação da variante da BR-376 em Mato Grosso do Sul entrou em fase decisiva sob forte vigilância ambiental e risco de mudanças no traçado. O projeto estratégico liga Nova Andradina à divisa com o Paraná, em Porto São José, e depende de licenciamento rigoroso para avançar.
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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) abriu licitação estimada em R$ 5,38 milhões para contratação de estudos de engenharia e impacto ambiental. No entanto, o histórico de irregularidades em obras rodoviárias no Estado mantém o empreendimento sob pressão dos órgãos de controle.
O acompanhamento do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) acende o alerta. Sem licenciamento completo e análise aprofundada de áreas sensíveis, a obra pode ser judicializada ou até embargada antes do início.
Irregularidades no radar
A preocupação tem base em investigações recentes que apontaram falhas graves em projetos viários. Entre os principais problemas identificados estão:
- Execução sem licença ambiental
- Intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APP)
- Supressão de vegetação nativa
- Poluição de cursos d’água e erosão do solo
Esses pontos reforçam a necessidade de rigor técnico no novo projeto da BR-376 em Mato Grosso do Sul.
Exigências para avançar
Para sair do papel, o projeto precisa cumprir etapas obrigatórias:
- Levantamento de fauna e flora
- Análise de recursos hídricos
- Avaliação de impactos ambientais
- Estudo de rotas alternativas
- Planos de compensação e recuperação
Sem esses estudos, o licenciamento não é concedido.
Corredor logístico estratégico
A variante da BR-376 é considerada essencial para o escoamento da produção agrícola, conectando Mato Grosso do Sul aos estados de São Paulo e Paraná. O projeto também está ligado à futura ponte em Porto São José, que deve ampliar a integração regional.
Apesar do potencial econômico, especialistas alertam que falhas na etapa ambiental podem atrasar ou inviabilizar a obra.
Neste momento, o projeto segue em fase de estudos. A definição do traçado final dependerá da validação ambiental e pode impactar diretamente o cronograma de execução.
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