O dólar caiu e fechou no menor valor em mais de dois anos nesta terça-feira (5), em um dia de maior apetite global por risco. A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 4,91, com queda de 1,12%.
Ao longo do dia, a cotação recuou de forma constante e chegou a bater R$ 4,90 na mínima. No acumulado de 2026, o dólar já registra queda de mais de 10% frente ao real.
O que explica a queda
O movimento está ligado principalmente ao cenário internacional. Investidores voltaram a buscar ativos de maior risco, o que favorece moedas de países emergentes como o Brasil.
Mesmo com tensões no Oriente Médio, a manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir a cautela no mercado.
No cenário interno, a ata do Copom reforçou a expectativa de juros elevados por mais tempo. Taxas mais altas tendem a atrair capital estrangeiro, o que pressiona o dólar para baixo.
Bolsa acompanha movimento
A bolsa brasileira também teve um dia positivo. O Ibovespa subiu 0,62%, impulsionado pelo ambiente externo e por resultados de empresas.
Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 também avançou, acompanhando o clima mais favorável nos mercados globais.
Petróleo em queda
Na contramão, os preços do petróleo recuaram quase 4%. A queda reflete a percepção de menor risco imediato no Oriente Médio, apesar das incertezas na região.
Mesmo assim, os valores seguem elevados, acima de 100 dólares por barril, o que indica que o cenário ainda é instável.
No conjunto, o dia mostra um mercado mais confiante no curto prazo, mas ainda atento aos riscos internacionais.
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