O avanço da chikungunya acende alerta em Mato Grosso do Sul. Nos quatro primeiros meses de 2026, o Estado já contabiliza 10.268 casos prováveis da doença, volume que corresponde a 73% de todo o registrado ao longo de 2025, quando houve 14.148 notificações. Neste ano, 14 mortes também já foram confirmadas.
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As informações constam no Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde e apontam ritmo acelerado de crescimento.
Para efeito de comparação, entre 2015 e 2024 o Estado acumulou 7.143 casos. Em 2025, esse total praticamente dobrou, e a tendência de alta segue em 2026.
Mesmo com números ainda parciais, abril já supera o mesmo mês do ano passado em 94%. O salto foi de cerca de 2,6 mil para mais de 5,2 mil casos, reforçando a escalada da doença.
Dados são do Sinam (Sistema Oficial de Notificação de Agravos) da SES. (Reprodução)
Epicentro nacional
Mato Grosso do Sul lidera os indicadores da doença no Brasil. A incidência chega a 351 casos por 100 mil habitantes, quase 20 vezes acima da média nacional.
Das 21 mortes registradas no país, 14 ocorreram no Estado, o que representa cerca de 67% do total.
Epidemia em 23 cidades
O número de municípios em situação epidêmica subiu para 23, após a inclusão de Itaporã e Iguatemi.
Veja os principais registros:
- Sete Quedas: 442 casos | incidência 4.020,4
- Fátima do Sul: 598 | 2.901,6
- Douradina: 144 | 2.581,6
- Paraíso das Águas: 110 | 1.996,4
- Jardim: 371 | 1.547,1
- Angélica: 165 | 1.537,9
- Corumbá: 1.260 | 1.308,8
- Dourados: 3.091 | 1.270,1
- Batayporã: 127 | 1.185,6
- Amambai: 436 | 1.108,7
- Vicentina: 49 | 773,4
- Bonito: 170 | 718,5
- Nioaque: 88 | 665,7
- Aquidauana: 297 | 634,6
- Selvíria: 50 | 614,1
- Costa Rica: 143 | 549,2
- Guia Lopes da Laguna: 53 | 533,3
- Jateí: 16 | 446,2
- Itaporã: 100 | 414,3
- Antônio João: 38 | 408,5
- Ladário: 81 | 376,4
- Figueirão: 12 | 339,1
- Iguatemi: 42 | 304,4
SES não declara epidemia estadual
Apesar dos números elevados, a Secretaria Estadual de Saúde afirma que a classificação de epidemia depende de vários critérios, não apenas da incidência.
Entre os fatores analisados estão:
- aumento contínuo de casos
- disseminação entre municípios
- circulação do vírus
- impacto no sistema de saúde
- volume acima do esperado
Somente entre 18 e 25 de abril, foram registrados 1.295 novos casos, um aumento de 17% em apenas uma semana.
Alerta segue no Estado
A chikungunya em MS mantém crescimento constante e já apresenta os maiores números da série histórica. Autoridades reforçam a importância da prevenção e do atendimento médico aos primeiros sintomas.
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