A oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a derrota com a indicação de Jorge Messias para vaga de Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio é visto como um possível divisor de águas, com impacto direto na disputa pela presidência do Senado.
Nos bastidores, a senadora Tereza Cristina (PP) mantém o projeto de encerrar a carreira política à frente da Casa. A própria parlamentar já confirmou que não pretende ocupar a vice em eventual chapa e reforçou o interesse pelo comando do Senado.
Aliada de Flávio Bolsonaro e com trânsito consolidado na direita, Tereza aparece como um dos nomes viáveis. Até então, o principal adversário era o senador Rogério Marinho (PL), ligado à articulação nacional do partido.
Disputa deve ganhar novos nomes:
- Tereza Cristina – busca a presidência como encerramento da carreira;
- Rogério Marinho – nome forte do PL e articulador político;
- Davi Alcolumbre – pode retornar ao comando com apoio da direita.
O cenário, porém, mudou com a atuação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teve papel central na articulação que resultou na derrota do governo. Ele chegou a antecipar o placar da votação e, na sequência, também participou da derrubada de veto presidencial relacionado à chamada PL da Dosimetria.
Com duas derrotas consecutivas do Planalto, Alcolumbre se aproxima da ala bolsonarista e passa a ser um fator determinante na disputa interna. Caso haja mudança no regimento permitindo reeleição, ele pode tentar permanecer no comando da Casa.
Se a regra não for alterada, a disputa tende a se concentrar entre Tereza Cristina e Rogério Marinho, ampliando a tensão dentro do bloco conservador.
Nos bastidores, a estratégia de Tereza é manter distância de uma eventual vice-presidência e apostar em articulações futuras, especialmente em um cenário onde Flávio Bolsonaro avance politicamente.
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