Abel Ferreira criticou as dimensões do gramado do estádio do Cerro Porteño após o empate do Palmeiras na LibertadoresAbel Ferreira deixou o empate do Palmeiras com o Cerro Porteño, pela Libertadores, com uma reclamação que foi além do resultado. Após a partida em Assunção, o técnico voltou a falar sobre a alteração nas dimensões do gramado do estádio La Nueva Olla e disse ter ficado surpreso com o que encontrou no Paraguai. A declaração ganhou peso porque, segundo a apuração publicada após o jogo, o clube paulista mediu o campo e apontou diferença em relação ao padrão recomendado pela Fifa.
O episódio virou um dos principais assuntos do confronto entre Cerro Porteño e Palmeiras, que terminou empatado em 1 a 1 pela fase de grupos da Libertadores. De acordo com a CNN Brasil, Abel afirmou na zona mista que nunca tinha visto algo assim na carreira. Já o ge registrou que o treinador também criticou o gramado “curto” e demonstrou incômodo com a condução do caso.
A queixa do Palmeiras se concentra nas medidas do campo. O clube teria feito a verificação no estádio e concluído que o gramado estava fora da referência de 105 metros de comprimento por 68 de largura, medida adotada pela Fifa para competições oficiais. A discussão cresceu porque a dimensão do campo interfere diretamente na dinâmica do jogo, especialmente para uma equipe como o Palmeiras, que costuma explorar amplitude, circulação rápida da bola e ocupação dos lados.
Ao comentar o tema, Abel evitou atrelar o empate exclusivamente a essa situação. Segundo a CNN, ele foi cauteloso e disse que não afirmaria que a mudança prejudicou ou deixou de prejudicar sua equipe, já que o Palmeiras teve chances para marcar e não aproveitou. A observação mostra que o treinador tentou separar a crítica à estrutura do campo da análise técnica sobre a atuação do time.
Ainda assim, a insatisfação ficou evidente. O português tratou o episódio como algo incomum e sinalizou desconforto com o fato de as condições da partida terem sido alteradas. No noticiário esportivo desta quinta-feira, a reclamação ganhou repercussão porque mexe em um ponto sensível das competições sul-americanas: o controle sobre o padrão mínimo exigido para a realização dos jogos.
O contexto da partida ajuda a explicar o tamanho da repercussão. O Palmeiras saiu na frente, mas não conseguiu transformar o controle do jogo em vitória e acabou cedendo o empate ao Cerro Porteño. O resultado embolou a situação do grupo e aumentou o peso das discussões que ficaram fora das quatro linhas, como o estado e as dimensões do gramado.
A fala de Abel também chama atenção porque não se limitou a uma crítica pontual ao adversário. O treinador indicou que a definição das condições de jogo deveria passar por quem organiza a competição, numa referência indireta à responsabilidade sobre fiscalização e cumprimento de normas. Esse é o ponto que transforma a reclamação em algo maior do que uma provocação pós-jogo: ela abre discussão sobre o padrão exigido pela Conmebol e sobre o que de fato é tolerado em partidas de grande porte. Essa leitura é uma inferência a partir das declarações registradas e da controvérsia sobre as medidas do campo.
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