O Partido Novo pode influenciar diretamente a disputa ao Senado em Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026 ao avaliar o lançamento de dois candidatos próprios. A estratégia tende a dificultar o cenário para Marcos Pollon e Capitão Contar, ambos filiados ao PL.
Os dois disputam espaço dentro do partido, que deve ter apenas uma vaga competitiva na chapa. Além disso, há acordo entre lideranças nacionais que garante ao ex-governador Reinaldo Azambuja uma das candidaturas.
Antes do fim da janela partidária, Pollon e Contar chegaram a ser convidados pelo Novo para disputar a eleição pela sigla. Contar recusou e optou por permanecer no PL. Já Pollon avançou nas conversas, mas decidiu ficar após manifestação de apoio ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a definição partidária, os dois não podem mais mudar de legenda. Internamente, a avaliação é de que apenas um será escolhido para disputar o Senado.
Nos bastidores, havia a possibilidade de uma aliança informal entre o Novo e nomes do PL. No entanto, a decisão de lançar dois candidatos próprios deve encerrar essa alternativa.
A estratégia também ocorre em meio à divisão do eleitorado mais alinhado à direita, que demonstra resistência à aproximação com o atual grupo que governa o estado.
O Novo ainda articula candidatura ao governo estadual com o deputado João Henrique Catan. Caso avance, ele pode disputar o mesmo campo político e influenciar o desempenho de outros pré-candidatos ao Senado.
Além de Azambuja, outros nomes aparecem no cenário, como Nelsinho Trad, Vander Loubet e Soraya Thronicke.
O partido também avalia nomes para a disputa. O empresário Roberto Oshiro é um dos pré-candidatos, e outras opções seguem em análise pela direção estadual.
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