Morre o médico Silvano Raia, aos 95 anos. Foto: Divulgação/Academia Nacional de Medicina
A medicina brasileira perdeu um de seus nomes mais importantes com a morte de Silvano Mário Attílio Raia, aos 95 anos.
O falecimento foi confirmado pela Academia Nacional de Medicina, que informou que o médico morreu em decorrência de problemas pulmonares. Reconhecido dentro e fora do país, Raia construiu uma trajetória ligada a avanços decisivos na área dos transplantes e deixou um legado que atravessa gerações de profissionais e pacientes.
Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1956, ele também se tornou professor titular da instituição por mais de quatro décadas.
Seu nome ganhou projeção como pioneiro dos transplantes de fígado na América Latina, com procedimentos históricos realizados no Hospital das Clínicas na década de 1980. Entre os marcos de sua carreira estão a criação da Unidade de Fígado, a condução do primeiro transplante hepático com doador falecido na América Latina e o primeiro transplante com doador vivo descrito na literatura mundial.
Mesmo nos últimos anos, Raia seguia ligado à inovação. Ele se dedicava às pesquisas em xenotransplantes, técnica que utiliza órgãos de animais geneticamente modificados para transplante em humanos.
Em março deste ano, liderou uma iniciativa da USP que resultou na clonagem do primeiro porco na América Latina, projeto voltado ao fornecimento de órgãos para o SUS. Ao longo da carreira, publicou 106 trabalhos no Brasil e 47 no exterior, escreveu capítulos de livros e orientou teses de mestrado, doutorado e livre-docência.
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